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Reavaliando decisões (in)definitivas

Reavaliando decisões (in)definitivas – Foto: Pixabay
Eduardo de Ávila

Já contei aqui da minha opção em ser usuário de aplicativo nos meus deslocamentos urbanos. Foi uma decisão complicada de ser assumida (25/05/2018 e 11/02/2020), afinal quem não gosta de pegar o carro e sair por aí. Na minha rotina diária, sempre ao sair do trabalho, havia uma parada obrigatória num shopping para um cafezinho e – via de regra – uma sessão de cinema no escurinho. Embora sozinho!

Ainda nos meus deslocamentos semanais para o Mineirão ou Independência para ver os jogos do meu Galo. É confortável, afinal basta chegar até a garagem e seguir o pretendido caminho. Clube e academia bem cedinho, trabalho, para no final da tarde o deleite de uma praça de alimentação – com ou sem o cineminha na sequência – até visitas e a rotina de outros devaneios que a vida urbana sugerem e permitem no nosso dia a dia.

Alimentei isso por tempos, até me desvencilhar e deixar de enfrentar esse triste trânsito de Belo Horizonte. A nossa amiga Daniela Piroli, também adepta desse “movimento sem carro”, num post aqui no Mirante (08 de janeiro de 2020), me estimulou e acabei assumindo a mesma condição (25/05/2021). Nos primeiros tempos foi super legal. Muito mais barato. Diferente mesmo. Era permitido o uso compartilhado, usei e abusei dessa modalidade. Além do valor abaixo de uma passagem de ônibus, era divertido. Conheci e reencontrei gente na mesma corrida que não via tinha tempos.

Com a pandemia, além de ter sido – prudentemente – proibido o uso compartilhado, quase todos nós nos trancamos dentro de casa. Depois da última liberação, com os números da epidemia – aparentemente – sob controle, minha vida pessoal voltou à normalidade. O que não está sendo normal é a eficiência que esses aplicativos demostravam no início dessa operação. Parecia que iam revolucionar o sistema de transporte nas grandes cidades. Minha academia, que é próxima, me obriga a dois trajetos diários caminhando 800 metros cada – ida e volta – não parece tão perto como era quando ia de carro.

Para complicar e me trazer a uma nova reflexão, os aplicativos – uso dois – estão cada dia mais ineficientes. Parecem empresas de telefonia, cada uma pior que a outra, e o usuário que se dane. No caso dessa alternativa de usar aplicativo nos trajetos, sempre fiz opção pelo pagamento antecipado e – sistematicamente – adiciono créditos quando a reserva está na faixa dos 25% do limite máximo que utilizo. E, reitero, o custo é muito menor que o combustível mensal nas minhas despesas.

Reavaliando decisões (in)definitivas – Foto: Pixabay

É super cômodo, ou melhor, era e vinha sendo até que os dois aplicativos que utilizo se mostram cada dia mais ineficientes. Se antes eram de dois a cinco minutos, agora a média está superando a 20 longas voltas no ponteiro dos segundos de espera. Uma demora irritante. Sistematicamente motoristas cancelando corridas e te deixando com cara de otário esperando outro prestador de serviço.

Se o passageiro desiste, sempre lançam uma taxa de cancelamento. O usuário tem de entrar no aplicativo, que possui difícil e complicado funcionamento, para reclamar e solicitar o cancelamento dessa multa unilateral. É, pois, se o motorista cancela também deveria ser punido. Se fosse para enumerar – passei a printar todas essas situações – e guardo para eventuais e futuras reclamações. Já teve dia que fiquei uma hora e meia esperando, quando o veículo chegou à porta do meu prédio, o motorista arrancou e foi embora. Soube, depois, que é comum trabalharem com dois ou mais aplicativos, daí surge uma corrida mais interessante e deixam o usuário chupando dedo.

Em meio a tudo isso, estou avançando em retornar à condição de ter carro na garagem. Sem pressa, pois não justifica, já venho avaliando com calma qual seria o mais interessante. Daí, através de um amigo, tomei conhecimento do “carro por assinatura”. Eita mundo moderno. Ao invés de investir na compra de um veículo novo, essa modalidade me disponibiliza por valor fixo mensal um carro zero quilômetro. Existe um limite contratual de quilometragem/mês, que ao final de um ano recebo outro veículo zerinho e nem preciso pagar IPVA e outras taxas, além da manutenção ser por conta da locadora.

Passei o último fim de semana em casa fazendo essas contas. Se tem algo que me falta aplicação é avaliar esse custo/benefício. É um aluguel, a grosso modo, depois de dois anos e meio de utilização, terei gasto o equivalente ao valor do mesmo carro que vou utilizar. Entretanto, não tenho de pagar qualquer taxa, imposto, oficina e ainda sofrer com o deságio de um carro novo que sai da concessionária. São contas que a minha falta de habilidade com assuntos econômicos e financeiros me queimam os miolos e não encontro uma resposta. Fato é que, por assinatura ou como proprietário, vou sair fora dessa dependência do ineficiente serviço de carro por aplicativo.

Nessa altura, com meus quase 64 anos, já vivi mais que meu saudoso pai – e sou o caçula – não tô a fim de ficar P da vida na porta de casa, do trabalho, do cinema ou do estádio esperando esses irresponsáveis que te preterem ao seu bel prazer. Tô vazando!

*
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15 thoughts to “Reavaliando decisões (in)definitivas”

  1. Vá em frente cuidando de seu conforto!
    Penso que a pandemia nos conscientizou sobre o valor de cada segundo de vida. E nos deu um senso de urgência e responsabilidade.
    Como conversamos, nestes tempos imprevisíveis , investir na qualidade de nossa vida é o que mais importa. “O resto não tem pressa.”

    1. Ávila, uso dois aplicativos semanalmente e tem quase dois meses que com o aumento da gasolina e etanol, o preço triplicou e agora vira e mexe na hora de solicitar a corrida está no “dinâmico”.
      Os motoristas desanimaram, mesmo recebendo um pouco mais, as taxas de porcentagem é uma facada para o condutor.
      Ontem indo ao MTC conversando sobre assuntos do dia a dia com o “motô”, ele me diz que a Uber tinha o bloqueado, sem ele saber o porque, a empresa já está tendo pouco motoristas rodando e está bloqueando os seus, quem fica prejudicado com isso é nós (usuários).
      Quando lançou por volta de 2013 em BH era um serviços novo que oferecia água, bala e doces e existia só a categoria UberBlack e não tinha inúmeros aplicativos, tiveram inúmeros casos de brigas, discussões, explosões de carro e muito mais com os taxistas, atualmente está mais barato pedir taxi.

  2. Eduardo
    Infelizmente a Uber ficou anos sem reajustar o valor pago aos motoristas.
    O q está acontecendo agora é uma reação dos prestadores de serviço a super exploração.
    Economicamente a melhor solução é a assinatura
    Espero q a Uber acorde . O nível de serviço atual está péssimo.

    1. Caro, é honroso ao blog e ao blogueiro essa manifestação. Sua opinião é muito respeitada por aqueles que o conhecem, tanto profissionalmente quanto por seus princípios éticos. Se o governo de Minas Gerais está com as contas equilibradas na atual gestão, o crédito dessa situação tem duas assinaturas. Do governador e de sua pessoa, enquanto esteve secretário de Estado de Planejamento. Vou avaliar sua sugestão.

  3. Realmente os serviços de apps de de deslocamentos tem deixado muito a desejar. Tenho amigo que é da área financeira e jura de “pé junto” que ter carro locado com estas condições de trocas por períodos de 12 meses vale e muito a pena. De mais a mais vamos buscando o que é melhor para todos, tanto motoristas de aplicativos quanto passageiros e achar essa equação que agrade as duas pontas.

    1. Tenho feito contas e avaliações pessoais sobre o assunto, é realmente difícil ter uma resposta definitiva. Ao meu pensar, o aplicativo seria o ideal a todos, mas – inexplicavelmente – o atendimento deixou de ser bom como no início. Valeu!

    1. No caso dos aplicativos, depois de ler os comentários aqui e mesmo off, entendo que falta aos gestores rediscutir com os prestadores de serviços. O combustível disparou, é fato, mas os motoristas não podem – impunemente – cancelar um trajeto aleatoriamente. Se o usuário, por alguma razão – via de regra é pela demora – cancela, a multa é lançada incontinenti. Aprendi a reclamar e tenho sido ressarcido. Porém, meus compromissos estão atrasando pela situação que não causei. Tá difícil, tempos modernos que para quem passou dos 60 tem se tornado um tormento.

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