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Uma volta e meia

Uma volta e meia – Foto: Far Away Thoughts de Fank Holl
Victória Farias

Desde o início disso tudo, já demos uma volta e meia em torno do sol. Mais uma vez, já é meu aniversário e mesmo estando a 1.674 quilomêtros por hora, sinto que não saímos do lugar. Como no dia 02 de agosto de 2020, continuamos usando máscara e como uma das últimas na fila de vacinação, ainda não ganhei uma marquinha no braço para chamar de minha.

Mas sejamos justos, nem tudo permanece igual. Algumas coisas estão piores. Algumas sensações mais afloradas e a desesperança, que ano passado parecia ser apenas a ponta do iceberg, hoje toma conta do nosso dia a dia. As notícias são estarrecedoras e mesmo contrariando todos os meus princípios morais e éticos, tenho acolhido a máxima de que “a ignorância é uma benção”.

Os últimos 365 dias para cá foram um piscar de olhos. Quase não notei, passaram despercebidos. Se alguém me dissesse que foram ontem, eu acreditaria. Ainda assim, me retirando da concha das reclamações, tenho muitas coisas para reconhecer.

Os meus amores e amizades. Vários potes de sorvete terminados em tempo recorde. Descobertas só minhas. Sonhos que divido com todo mundo. Um milhão e meio de coisas para se orgulhar e duas ou três para sentir vergonha. Romances que li e que me convenceram que o amor existe. Coisas que fiz e que me convenceram que eu existo. E todo o resto.

Ano que vem (ou amanhã para aqueles que, assim como eu, passaram a assimilar os anos em dias) espero ter ainda mais coisas para admirar. Menos para reclamar e mais causas para apoiar. Mas hoje não. Hoje, assim como no ano passado, me recolho. Faço minhas comemorações a distância. Alegro meu coração com as menores demonstrações de amor que nem aconteceram ainda, mas já me deixam feliz. E quem sabe amanhã tudo volte ao normal e possamos ser de novo.

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