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A Gripe

Victória Farias

Lembro de que quando um novo Secretário ou Ministro da saúde assumiu, dando início a mais uma temporada da política brasileira contra o vírus nessa troca interminável de atuações (ruins), ele disse: não é hora de ter gripe comum.

Isso explica o disfarce que tive que usar para ir na farmácia da esquina comprar um Benegrip. O segredo é não olhar nos olhos do farmacêutico e sair como se nada tivesse acontecido.

Também não é interessante dividir com a sua colega de trabalho seus sintomas: garganta arranhando. Só? Só isso. Febre? 35 graus. Assim vou viver para sempre. Dor no corpo? Na consciência, de ter falado com você. Falta de ar? Terei, se tivermos que continuar essa conversa.

Todo ano, religiosamente (não que eu acredite em tal religião) eu tenho A Gripe. Mesmo vacinada, e ela acontece, geralmente, pela insistência em tomar sorvete depois das 23h e a necessidade de tomar leite gelado assim que acordo. A Gripe, que todos os anos é motivo de piada entre os colegas de trabalho – ah! Peguei de você! Me deve uma! – esse ano está marginalizada pelo seu gêmeo do mal, o coronavírus.

Mas aviso a todos que hoje mandei alguém no meu lugar a farmácia. Prezando pela minha civilidade, não seria educado sair gritando com a pessoa que estava atrás de mim na fila: é uma gripe comum! Uma gripe aleatória! Qualquer gripe!

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