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Minha briga com o chefe

Minha briga com o chefe – Foto: Pixabay
Tais Civitarese

Não, não se trata do meu chefe do trabalho. Tampouco do chefe de cozinha. Estou falando do chefe mesmo, do chefe de verdade, do chefão. The Boss. Aquele que fica lá no alto e resolve e arranja todas as coisas.

Não sei se por ingenuidade minha ou por um erro de interpretação, sempre achei que bastava pedir algo a ele que seria atendida.

Assim funcionava a nossa amizade. Eu pedia e, cedo ou tarde, ele atendia. Do jeitinho dele. Sempre atendia. Até que um dia, ele não me respondeu. E pensei: “Deve demorar mais um tempo”. Passou-se um ano, dois, três… Passaram-se seis anos e nada. Pelo contrário, aconteceu exatamente o oposto da minha prece.

Na condição de católica, inexoravelmente, portanto, com culpa, não me senti bem em contestar sua vontade. Porém, confesso que nos recônditos do meu travesseiro, no silêncio da solidão dos pensamentos, fiquei bem chateada. Havia exposto a ele todas as minhas razões! Parecia um pedido tão justo! Um pedido para o bem.

O chefe não quis saber. Fiquei brava, mas ele é quem manda.

Nos últimos tempos, tenho refletido sobre essa pendenga. E ocorreu-me a ideia de que se ele é chefe, chefia alguém. Esse alguém deve ser sua equipe. Se é meu chefe, então, provavelmente, faço parte dela.

Sendo assim, devo ter alguma função na resolução dos dilemas e obtenção dos pedidos. Portanto, pedir apenas não deve ser o caminho. Essa consciência tem me ajudado a dirimir a briga interna com o chefe. Eu gosto dele.

Eu acredito nele.

Talvez tenha faltado, quando o conheci, o entendimento de que, em alguma instância, também seja preciso acreditar em mim.

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