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Desconforto que não tem fim

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Eduardo de Ávila

Vivemos tempos jamais imaginados. Quem, entre nós, em algum momento pensou que fosse passar mais de um ano – entre isolamento e alguma liberdade restrita – inseguro sobre o futuro. No meu caso, até hoje sem vacinar e imune do contato com o vírus, sigo determinado em acompanhar as prescrições e recomendações da ciência.

Sou tão azarado, mas coloca desventurado nisso, que tinha de ser interrompido o calendário de vacinação exatamente quando a minha idade – 63 – seria a próxima. Estava tão ansioso que já tinha até separado a roupa e o meu cartaz em defesa do SUS, até que percebi o duro golpe que a falta de insumos ocasionou na imunização dos brasileiros.

Talvez até, entre hoje e amanhã, possam ter solucionado essa pendência no processo de continuidade. (pós post: acordei com a boa nova. Será amanhã. UAU). Enfim, não quero vacina só para minha pessoa, desejo que todos recebam sua dose contra a COVID-19. Somos o país, entre todos do mundo, que mais está sofrendo com a falta de planejamento de um desgoverno negacionista.

O Brasil tem 2,7% da população mundial, entretanto os números de infectados e mortes superam – vergonhosamente – essas estatísticas. Até o final de semana eram 12% e 10% de mortes e casos na escala. Um absurdo! Tudo isso, indubitavelmente, resultado da política perversa e negacionista capitaneada por um troglodita dos tempos das cavernas. São mais de 350 mil vidas perdidas e acima de 13 milhões os casos de contaminação.

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)

Como se esses números, apavorantes, diga-se, não bastassem, ainda enfrentamos uma guerra paralela com defensores e opositores do eventual pR. Os dois lados forçando as estatísticas para seu palanque eleitoral, enquanto seguimos desconfortáveis sem saber se essa desgraça desse vírus está ao nosso entorno.

Pasmo, passei um final de semana – trancado e só saí para ver a derrota infame do meu time no Mineirão (credenciado como blogüeiro e respeitando todas as regras de restrições) – percebendo festas e jantares ao entorno. Incluo nas minhas orações o pedido que Deus os proteja e não os vitimassem, uma vez que seguimos todos os cuidados recomendados pela saúde pública.

Como se não bastasse, além da preocupação com a transmissibilidade e descuidos de terceiros, ainda convivemos com os patrulhadores das redes sociais. Posto diariamente na minha página pessoal, o link deste blog e de outro que faço sobre futebol, além – claro – de minhas considerações pessoais acerca de assuntos do nosso dia a dia. Até hoje, numa única ocasião e que me arrependo, entrei na linha de contestação de uma postagem de pessoa amiga sobre seu posicionamento. Foi uma vez apenas e até agora me penitencio por isso, pois defendo o livre pensar, por mais que discorde.

Nesse fim de semana, a exemplo da minha rotina, segui postando e – invariavelmente – fazendo críticas ao atual desgoverno brasileiro. Pois que, os bravos ruminantes e defensores dessa coisa, ao seu melhor estilo intimidador, atacam de uma maneira distante da urbanidade. A exemplo dos festeiros da pandemia, recebem de retorno orações para que Deus os ilumine e tenha compaixão de gente tão individualista e hipócrita. Oremos, tudo isso, vai passar!

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One thought to “Desconforto que não tem fim”

  1. Eduardo, porque você não cobrou do troglodita não PBH sobre as 300 mil doses “armazenadas”? Cobre de todos, não seja um “marrom”, será medo do novo “kalilgula”?
    E qual ciência você segue, onde mesmo as vacinas ainda estão em fase experimental?
    Meu nobre amigo, nos ajude mas com transparência!

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