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Desiludidos, condenados e trancafiados

Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press
Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press
Eduardo de Ávila

Confesso que essa segunda prisão domiciliar tem sido mais difícil do que a mesma situação vivida no ano passado. Naquela ocasião, sempre esperava que a liberação viesse na semana seguinte, o que só ocorreu – parcialmente – em agosto. Liberdade parcial nada, pois aos nossos costumes se tornou ampla, geral e irrestrita.

De março a julho de 2020 foi talvez mais respeitada que essa nova onda, que ao que percebemos se mostra muito mais grave do que no início dessa pandemia sem fim. Temos dois diferenciais favoráveis agora. A vacina, embora com inexplicável atraso, está lentamente chegando. E a doença, mesmo ainda cheia de mistérios, já é melhor avaliada por parte dos infectologistas.

Ao meu modesto entendimento, em minhas seis décadas de existência, tivéssemos agido com maior responsabilidade, seguramente casos e óbitos seriam em menor número. A cada novo dia, tristemente, são computados números apavorantes. Todos, desde nós cidadãos até os três níveis de poder em seus três entes federados. Refiro ao Executivo, Legislativo e Judiciário desde Federal, passando pelos Estados e Municípios, notadamente aquele sob a batuta do pr.

Fotos: Marcello Casal Jr / Agência Brasil 

Enquanto no mundo todo, países que sofreram a onda antes do Brasil tomaram providências drásticas, aqui o presidente da República fazia chacota da doença. Seus assessores, familiares e seguidores, optaram por caminhar pelo seu mau exemplo, criando dificuldades e ridicularizando nossa terra e nosso povo perante todo o planeta.

O resultado disso está aí. Hoje com aproximadamente 300 mil mortes no total, lideramos o número de óbitos por dia em todo o mundo. A vacina atrasou por culpa e responsabilidade do pr que desautorizava ministros a avançar no combate à doença. Já se foram quatro. O que iniciou o governo, outro que durou trinta dias, um – sendo especialista em logística – se perdeu nas contra ordens do seu superior e o último que é pra ser ou foi sem nunca ter sido.

Por seu lado prefeitos e governadores – inclusive o de Belo Horizonte e muitos do interior do Estado e ainda o Governador de Minas Gerais –, tentam viabilizar a compra de vacinas. Recursos, ao que sei, existem, mas não tem oferta. Por (ir)reponsabilidade de quem em agosto/setembro do ano passado desautorizou seu ministro de plantão a avançar nessas negociações.

Em meio a esse imbróglio, ficamos com a pergunta que não tem resposta. Até quando? Muito se diz, tanto entre os médicos quanto entre as autoridades. Quanto aos profissionais da saúde, com todo respeito aos demais, fico com a opinião e orientação de infectologistas. Clínico geral também vale, mas negacionistas interessados em politizar o tema e sugerir consumir medicamento que pode levar a necessidade de transplante de fígado, jamais. E as autoridades que ao longo desses tempos sombrios, não fizeram do momento palanque eleitoral.

Estou, ou melhor – estamos todos trancafiados dentro de casa – com mais saliência que nessa ocasião do ano passado – sem saber ao certo quando vamos ter liberdade plena. Ao sermos vacinados, diminuem os riscos de transmissibilidade da doença, porém isso não assegura a imunidade absoluta. Máscaras deverão continuar nas nossas caras. Que coisa, já tinha dificuldade de identificação antes, agora muito mais. E minha barba me denuncia, assim passo vergonha todo dia.

Muito temos lido e ouvido sobre toda essa polêmica que já deveria ter sido judicializada pra valer, enquanto o Congresso segue sob a batuta e ordens do pr. Um importante documento/denúncia, assinado por três respeitados professores, afirma que a propagação da COVID-19 no Brasil foi intencional. Ano passado, no início da pandemia, nesse mesmo espaço, fiz referência a algo similar. E assim caminham juntos o bozovírus e o coronavírus.

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One thought to “Desiludidos, condenados e trancafiados”

  1. O colapso vai se tornando cada vez mais generalizado e a luz no fim do túnel cada vez mais distante e opaca. Hj a escolha é realmente “mudifici”; o famoso ‘dá ou desce’ : lidar com o vírus ou com o verme?
    Qdo ficaremos livres deste dramalhão,nem Jah é capaz de prever… Enquanto isso neste exato momento,em algum ponto qq o coração de um brasileiro deixa de pulsar.Triste,prezado! Muito triste….

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