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Sobrevivendo sem a vacina

Pixabay

Eduardo de Ávila

Enquanto assistimos no mundo inteiro pessoas sendo vacinadas e ensaiando a retomada da rotina, depois de um ano de incertezas, vivemos a insegurança da nossa imunização. Mais grave, essa convivência sugere situações constrangedoras ao “jeitinho brasileiro” e – pior – ao debate e politização sobre a eficácia da vacinação – método utilizado desde o milênio passado para combater epidemias que ameaçam nossa sobrevivência.

Lembro-me, desde os meus tempos da escola primária – eram chamadas de Grupo Escolar –, das campanhas de vacinação obrigatória promovidas pelo Governo. Sem consciência do que eram aqueles anos de chumbo, disciplinadamente íamos todos receber a dose, fosse com agulha ou gotinhas. E os militares da ocasião não ideologizavam a imunização como agora esse eventual PR, que foi expulso do Exército, vem provocando na sociedade brasileira.

Era uma questão sanitária e de saúde. Ainda é, mas sofre a influência danosa de quem – constitucionalmente – deveria zelar pela população, que teoricamente o elegeu para cuidar do seu rebanho. Lamentavelmente, o Brasil foi vítima de uma arapuca arquitetada fora do nosso território nacional e que já foi banida pelo próprio povo americano.

A tentativa, inglória, foi no último dia 6 de janeiro. O mundo inteiro condenou os atos daquela data nos EUA, exceto o presidente brasileiro, que insiste em andar na contra mão dos tempos modernos. Desde os campos democráticos até em contrapor a ciência e seus avanços. Cloroquina e ivermectina são a receita exata para o gado fiel ao trumpista tupiniquim.

Em meio a esse sofrimento, seguimos com nossas dúvidas quanto às datas prováveis de imunização. Tenho conversado, lido e acompanhado quem entende sobre o assunto. Entre tantas considerações, destaco uma do diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, doutor Luiz Fernando Reis. Quem tiver interesse, clique aqui, não chega a ser 5 minutos. Por isso, reitero que “vacinas salvam vidas há anos. Eu quero tomar!

Como bem sugere o doutor Luiz Fernando e todos os médicos com os quais conversei, até que isso ocorra, sigo as recomendações. 1) Distanciamento, 2) uso de máscara, 3) álcool em gel, 4) evitar aglomeração, 5) cuidados pessoais. No início, quando tudo era desconhecido, todos nós nos trancamos em casa. Fiquei quatro meses sem ver rua. Agora, com essas recomendações que sigo rigorosamente, tenho corrido alguns riscos.

Como não consumo bebida alcoólica, sou da turma do cafezinho, até semana passada estava livre para ir e vir. Agora, com o novo fechamento de Belo Horizonte, vou me permitir isolamento fora da capital. Com cuidado, evidentemente, esperando que chegue logo essa vacina. A propósito da venda de bebidas proibidas nos bares e o consequente fechamento geral, acho eu – opinião pessoal – se a fiscalização fosse eficiente nada disso estaria acontecendo. A falha, a meu juízo, está no poder fiscalizatório da Prefeitura.

Circulou nas redes sociais – e até mereceu destaque na imprensa – que bares estariam pintando copos descartáveis de preto para parecer refrigerante. Não vi isso, apenas li e recebi áudio dando conta desse fato. Mas vi e presenciei pessoas tomando chopp, que eram servidos em garrafas de cerveja sem álcool colocadas sobre a mesa.

Vem vacina, vem! Deveria ser obrigatória, não sendo, faço coro com quem defende aos que se recusarem – caso sejam infectados – a proibição do uso do SUS e até de planos de saúde por mais “top” que seja. Quem segue jegue deve se responsabilizar por seus atos.

*
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3 thoughts to “Sobrevivendo sem a vacina”

  1. Bom dia meu amigo, a cada episódio deste projeto falido e insano de presidente, mais temor eu tenho sobre os rumos do nosso país.
    Tenho apurado o olhar para pessoas inteligentes, que ainda defendem tal senhor mesmo após tantas sandices e tantas “desordens”
    O que acontece com alguém que tem a capacidade de pensar e aprender, a fazer intervenções em vidas e na sociedade, perder a capacidade de discernimento?
    Incrédula assisto e procuro entender, mesmo duvidando que até Freud explicaria tais comportamentos em tempos de tantas acessibilidades ás informações.
    #vemvacinaquetônafila

  2. Excelente análise, só discordo de um ponto. Não tem como a prefeitura fiscalizar tudo e todos. Muito dos infectados – que elevou o número de leitos ocupados – veio da onda-rio (como eu apelidei carinhosamente). Pessoas irresponsáveis que foram pra o Rio, aglomeraram e voltaram. Kalil vem ameaçando esse fechamento há tempo se as pessoas não mudassem de atitude, mas creio que pensaram ser um blefe. Sempre falo que o mal do Brasil é o Brasileiro (ou parte deles), cito dois exemplos (além dos citados para consumo de bebida alcóolica). Galoucura convocou os Atleticanos para a “Rus de Fogo” onde imagens mostram 3 mil pessoas aglomeradas sem máscaras. A prefeitura multou a torcida organizada em R$3.000,00. O que fizeram para fugir da multa? Levaram a Rua de Foga para Vespasiano (outro município), e na outra convocação para o Mineirão, “alfinetou” o torcedor comum para ele convocar (chegando a mexer com o brio do torcedor) para não serem novamente responsabilizados e levarem a multa. Luana Piovanni fez um vídeo (muito antes da Juiza Ludimila Lins Grilo) ensinando como andar sem máscara no shopping tomando sorvete, resultado? Pegou COVID. Então enquanto existir o “jeitinho brasileiro” infelizmente medidas mais drásticas têm que ser tomadas. Pelo menos em momentos críticos como esse. Se Todas as pessoas seguissem as normas, como eu, vc, e grande parte da bolha que acredita nas profilaxias, nada disso seria necessário. Mas os bons pagam pelos maus.

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