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“Não serei a última”

"Não serei a última" - Fonte: internet
“Não serei a última” – Fonte: internet
Daniela Piroli Cabral
contato@danielapiroli.com.br

Já fui Joana D’arc, Simone de Beauvoir, Clarice Lispector, Isabel Allende. 

Já fui Chimamanda, Virgínia Woof, Frida Khalo, Judith Butler.

Já fui Maria Carolina, Ingrid Betancourt, Angela Davis.

Já fui Malala, Marie Curie, Maria da Penha.

Já fui Lili Elbe, Fernanda Montenegro, Tarsila.

Já fui muitas, múltiplas. 

Mas hoje eu sou Kamala. Kamala Harris.

Estou muito emocionada desde o último sábado, quando oficialmente foi declarado o resultado final das eleições nos Estados Unidos, porque estamos diante de um momento histórico único (e, ironicamente, não é por causa da pandemia!). 

Sua eleição como vice-presidente dos Estados Unidos significa muito mais que um avanço no movimento feminista e um salto no processo de representação no cenário geopolítico mundial. Sua colocação significa também uma reparação histórica para a população negra, imigrante, feminina. Ela encarna a defesa da pluralidade racial e nega a ideologia dominante, excludente.

Kamala venceu, mas venceram também “a ciência, a decência, a esperança e a verdade”. Sua eleição representa a defesa da democracia, direito a ser permanentemente conquistado e mantido.

Otimista e ponderada, Kamala fala de igualdade, liberdade e justiça. Ela traz esperança contra os radicalismos, o obscurantismo, e a disseminação dos discursos de ódio. 

Num cenário de divisão e polaridade política, ela fala para todos. Apresenta um discurso conciliatório e prega uma cultura de respeito. Defende a união e o coletivo. 

Madura, descontraída, acessível, sensível, responsável e comprometida, hoje ela incorpora um exemplo para mim e todas as mulheres do mundo. Ela pavimenta metade do caminho para que façamos também a nossa reviravolta nas urnas em 2022, começando agora pelas eleições do próximo dia 15 de Novembro.

Não entendo muito de política, mas “sei’ dos seres humanos. E, para mim, Kamala é inspiradora e reflete um exemplo a ser seguido. Ela nos convoca a resistir, a existir como mulheres, como “minorias” parte de um todo maior. Ela é o protagonismo feminino que faz brilhar o lugar de vice que, desconfio, não lhe caberá por muito tempo. 

Hoje sou Kamala. E serei por muito tempo. E “não serei a última”.

Obs:

Ah, este é o nosso post número 500 aqui no Blog Mirante. Quis o alinhamento cósmico que falássemos de mulheres, eleições, reviravoltas políticas e esperança. Brindemos duplamente!

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