Skip to main content
 -
Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Eduardo de Ávila Eduardo de Ávila

Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

Guilherme Scarpellini Guilherme Scarpellini

Jornalista que se interessa por tudo o que a todos pouco interessa. E das beiradas, retira crônicas.

Rosangela Maluf Rosangela Maluf

Professora universitária na área de marketing e nas montanhas de Minas lê, escreve e sonha!

Sandra Belchiolina Sandra Belchiolina

Psicanalista, consultora de viagens, amante da vida, arte e cultura na sua diversidade. Vamos conversar de viagens: nossas e pelo mundo.

Taís Civitarese Taís Civitarese

Pediatra formada pela UFMG. Trabalha com psiquiatria infantil e tem um pendor pela filosofia.

Victória Farias Victória Farias

Jornalista e estudante de Relações Internacionais, além de editar o blog fará uma crônica semanal do nosso cotidiano.

Politicamente correto X falso moralismo


Eduardo de Ávila

Que o carnaval de Belo Horizonte está entre os mais procurados de todo o Brasil, é fato. Reafirmo que esta festa, a maior entre as brasileiras, se consolidou na capital mineira pela ação contrária do ex-prefeito Márcio Lacerda, que conspirou por liquidar um evento que se mostrava em ascensão.

Foi só ele tentar atrapalhar, que a população reagiu e – ano a ano – a capital mineira aumenta o fluxo de turistas nessa época.

Registre-se também a ação eficaz da Prefeitura de Belo Horizonte – fazendo justiça na gestão de Alexandre Kalil – que assegurou todo tipo de ação para conforto dos foliões.

Dizem que, neste 2020, foram cinco milhões de pessoas pelas ruas da cidade distribuídas em centenas de bloquinhos.

Alguns maiores e já tradicionais, outros menores que atendiam ao seu público alvo e sem grandes pretensões.

Fato é que, desde os eventos pré e até mesmo aqueles pós-carnaval, destacando – claro – os quatro dias principais, a festa foi um sucesso. Os poderes constituídos, tanto o municipal quanto o estadual, cumpriram sua missão.

A Polícia Militar, embora faça aqui a ressalva daquela infeliz ação com um cantor de blocos, brilhou na segurança do patrimônio e dos carnavalescos.

O episódio da licença dos trios elétricos ficou bem explicado e – a bem da verdade – houve negligência de alguns blocos que tentaram transferir a responsabilidade. Por fim, todos desfilaram e os foliões não correram riscos.

A SLU, segundo informações, recolheu 75% menos de lixo nas ruas que no ano passado.

Isso comprova a conscientização de quem saiu pelas ruas para curtir a festa de momo, desprovidos de ataque de vandalismo. Alguns reclamaram, com razão, de mau cheiro durante cada dia do evento.

É bem verdade, mas, reconheçamos – durante a noite os garis limpavam e lavavam as vias públicas. A cidade amanhecia sempre limpa e pronta para mais um dia de folia.

Eduardo de Ávila
Eduardo de Ávila

A meu juízo, que com meus 62 anos de idade estive em todos os dias no meio da multidão, foi irretocável.

Passei, seguramente, por algo em torno de dez ambientes diferentes nos quatro dias. Existem alternativas das mais variadas.

Blocos com marchinhas dos antigos carnavais, música baiana, frevo, MPB e o sertanejo (que não é minha praia), até eventos fechados e bailes carnavalescos ao melhor estilo de meados do século passado.

Entre as múltiplas ofertas para os foliões, evidente que muitas delas não eram do agrado de quem – desavisadamente – caia no meio de um bloco esperando uma coisa e encontrava outra. Ora, bastava procurar no roteiro e escolher melhor o ambiente que lhe aprouver.

O carnaval é a festa da irreverência, onde quase tudo é permitido. Não podemos impor nossas regras e até preconceitos contra a realidade atual.

O mundo de hoje não é o mesmo dos meus tempos de criança, onde quase tudo era proibido e muito acontecia sob o olhar de soslaio da sociedade.

Para superar esse fenômeno de transformação dos costumes, fundamental e necessário se exige que conservadores e avançados se respeitem.

Nem tanto ao mar e nem tanto ao céu. Afinal, não existe o absolutamente correto.

Querer impor às pessoas em idade já avançada, que foram criadas e formadas sob a tutela de uma grande rigidez, costumes que agridem seus conceitos é algo que merece ser deixado de lado.

Igualmente, a nós que avançamos para a terceira idade, querer enfrentar e até afrontar a usos e costumes que já estão instalados por todo o mundo, seria o mesmo que diz aquele ditado: “chover no molhado”.

Isso vale para militantes de esquerda e defensores da direita. Torcidas adversárias. Ora, respeitemo-nos como pessoas – até provar o contrário – que sabem viver e conviver com a adversidade. Afinal, “o carnaval é invenção do Diabo, que Deus abençoou”, ensinou Caetano Veloso.

Em tempo: muitas pessoas de idade próxima à minha, curtindo e admirando meu folego para a folia, afirmaram que no próximo ano não querem perder essa oportunidade.

Sugiro que se organizem em tempo. Façam como eu sempre faço: duas semanas antes já preparo minhas quatro fantasias – uma pra cada dia – e marco quais os lugares vou passar de sábado até terça-feira. Só afirmo uma coisa: É bom demais!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.