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Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

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Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

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A vida como ela – não – é

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Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay – A vida como ela – não – é
Victória Farias

“Nossas vidas não são nossas de fato. Do útero ao túmulo, somos ligados aos outros. No passado e no presente. E com cada crime, e cada boa ação, fazemos nosso futuro.”

A Viagem (2010)

Cheia de conexões, que muitas vezes – quase sempre, para não falar sempre – não entendemos.

Por que eu estou me relacionando com essa pessoa? Ou, até mesmo: porque essa pessoa ri quando eu conto uma piada ruim?

O ser humano não evoluiu o suficiente ao ponto de parar de se fazer perguntas e esperar que as respostas caiam do céu de paraquedas, – infortunadamente, ninguém as jogará. 

O máximo do máximo que pode cair na sua cabeça, vinda do alto, é uma gota de chuva, justamente quando você esqueceu o guarda-chuva em casa.

Quem olha por nós, parece não estar particularmente preocupado com o contexto geral das coisas.

Eu, com uma certa experiência e força de vontade em conhecer os desejos e energias do universo, passei a ser adepta a ideia de destino – se uma coisa é para acontecer, ela vai acontecer.

Independente de como, ou por quais meios. Isso se aplica às pessoas também, elas vão aparecer, uma hora ou outra. 

Por conta disso, às vezes sou tomada pela sensação de falta de controle e de escolha. Conto milimetricamente os passos que me levaram à alguma situação – boa ou ruim – e penso no que aconteceria se tivesse agido de maneira diferente em algum momento. 

Talvez, se tivesse saído de casa cinco minutos mais tarde, não conheceria uma pessoa. Talvez, se não enrolasse na hora do almoço, não perderia meu ônibus. Talvez, se tivesse tomado um pouco mais de café, não sentiria tanto sono. 

Como – ainda – não posso voltar no tempo – embora tenha o poder de acertar os ponteiros do relógio ao meu bem entender – tento aceitar a ideia de que outras oportunidades, até mesmo melhores comparadas às que perdi – surgirão. 

O destino segue seu curso – aparentemente sem rumo – guiando nossas vidas. Unindo, separando, colocando mal entendidos onde eles não deveriam estar e tornando os almoços entre amigos uma das coisas mais agradáveis que poderiam acontecer.

In-felizmente a vida tem dessas: às vezes ela é tudo, e, às vezes, simplesmente não é.

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