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What’s in a name?

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Foto: Imagem de Pexels por Pixabay – What’s in a name?
Taís Civitarese

Meu filho de 5 anos está apaixonado. Assim veio me contar, numa tarde qualquer, ao voltar da escola. Recuperada de um breve desmaio, subitamente, entendi. Meu filho de 5 anos está apaixonado. 

– É mesmo, filhinho? Por quem? 

– Ah, mamãe… É uma menina… do primeiro ano. 

–  Sério? E qual o nome dela?

– Não sei…

Ele não sabe como ela se chama. Mas sabe o suficiente. Sabe que ela passa todos os dias na porta de sua sala para ir ao recreio. E que a achou bonita.

E como ela é? – perguntei. 

Ela usa uma camiseta assim, sem manga. – descreveu.

A menina usa camiseta de uniforme sem manga do mesmo jeito que ele gosta de usar. 

Perguntei se já conversaram. Ele disse que não tem coragem. Porque está no segundo período. E ela, no primeiro ano. 

Mal sabe ele que já tem a maior coragem de todas. A de se lançar ao amor. De abrir seu coração infantil para a pureza do encanto e se deixar levar. 

Ah, meu Deus piadista! Não tardou a me pregar essa peça…

Ao ouvi-lo, confesso, inicialmente me assustei. Depois, pensei: “Oh, coitadinho! Vai sofrer!”. 

Por fim, refleti. E vi que não quero que ele tenha medo do amor. E nem quero dizer-lhe que não está na idade. Quero que viva a alegria de amar e que saiba o quanto é bom gostar de alguém.

Que se permita acolher o sentimento quando ele vier e que se sinta livre para experimentá-lo sem nenhuma contaminação.

Que core suas bochechonas gordinhas. Que ouça o coração bater rápido. Que trema e gagueje se for preciso, e que olhe com seus olhos redondos para quem quiser olhar.

Quem sou eu para dizer-lhe de coisas que ele nem me perguntou? Quem sou eu para sentir um medo que ele sequer esboçou sentir? Quem sou eu para complicar o que não pede nenhuma complicação? Ele só veio me contar. E tranquilo, confiou em mim. 

Ame, meu filho querido. Ame!

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