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Dilúvios e o carnaval

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press )
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press )
Eduardo de Ávila

Em tempos não muito distantes, preocupava-nos a falta de chuvas e os reservatórios de água em índices alarmantes.

Até mesmo um quase racionamento de energia, que serviu tão e somente para as empresas de energia cobrar uma tarifação extra, causando – como agora – apreensão na população.

A falta de planejamento para os dois setores dá lugar ao discurso das intempéries.

As notícias de possíveis faltas de energia e água deixaram a nós todos apavorados, desde viver na escuridão até sentir sede e não ter o que beber.

Alguns, diria até que não são poucos, entrando em pânico com essas possibilidades. Pois a ameaça do racionamento passou, deixou um superfaturamento para as empresas do setor elétrico.

A água parece não ameaçar mais o nosso banho diário, mas a natureza – cruel com quem durante décadas vem fazendo sua devastação – agora mandou outro recado.

Não é a primeira vez que a o universo físico reage a ação do homem. Longe daqui, tomamos conhecimento de abalos sísmicos (terremotos), tsunamis, furacões, ciclones, entre outras manifestações que colocam a humanidade em pânico.

Tudo isso é resultado da atitude desequilibrada do homem, que ávido por poder político e econômico, devasta a indefesa natureza.

No Brasil, apesar de aparentemente não conviver com os horrores mencionados acima, assistimos – cada vez com maior intensidade – no Nordeste e Norte, a intercalação entre secas prolongadas e enchentes que deixam milhares de desabrigados.

Queimadas no Centro Oeste e região Amazônia. Sul e Sudeste com tempestades, como a que Minas Gerais experimentou nos últimos dias.

O aquecimento global, que preocupa quase o mundo todo, exceto os Estados Unidos, é o grande vilão dessa situação.

Mas, no nosso caso aqui de Belo Horizonte e Minas Gerais, não estamos imunes à nossa responsabilidade.

Dias antes da primeira tempestade, quando quase todos se preocupavam e até se preparavam para o pior, ouvi uma manifestação irônica, mas que é a realidade.

foto: Leandro Couri/EM/DA Press
foto: Leandro Couri/EM/DA Press

Se não quiser ter essa ameaça, bastam às cidades – especialmente as grandes metrópoles – arrancarem o asfalto das ruas, destruírem as canalizações dos córregos (obras que eram as grandes realizações de administrações antes da virada do milênio) e deixarem a água encontrar o seu caminho.

Verdade é que á água sempre vai encontrar um caminho para escoar.

Não adianta construir barragens, fazer vedações para impedir o seu avanço, que a água vai procurar até encontrar um caminho para dar vazão.

Se as obras da modernidade vedam o solo para seu escorrimento, noutro lugar ela (água) haverá de correr e dar curso.

Enquanto isso, vidas serão interrompidas, prejuízos irão se acumular e muitas tragédias continuarão a ocupar o noticiário.

Aquilo tudo que parecia tão distante, cada dia está mais próximo de nós todos. Enquanto isso, seguimos num misto de preocupação e relaxamento com toda essa situação.

Quem de nós se acautelou com os avisos de dilúvios e optou por ficar em casa. Vi o comércio fechando e comerciários se dirigindo ao shopping como se fosse feriado.

Como nossos governantes se movimentaram, até maquinas e equipamentos foram colocados em regiões estratégicas para atender eventuais emergências, essa precaução virou meme nas redes sociais.

Em meio a esse caos todo, teve “autoridade” que aproveitou da tragédia que abala e aflige a todos para fazer discurso populista, outros – responsavelmente – se recolheram e agiram. Basta acompanhar o noticiário.

Concomitante a isso, ainda vem ministra sugerir abstinência sexual. Também pudera, faz parte de um governo que o presidente já recomendou “defecar” dia sim dia não. Mesmo com toda chuva, a gente vai levando. Em três semanas, chega o carnaval.

Apesar de algumas críticas ao jeito populista do prefeito, ponto pra ele que não vai impedir a maior festa popular de Belo Horizonte na atualidade e brasileira de todos os tempos.

O carnaval, contrariando aquilo que o eventual presidente – ano passado – noutra manifestação ridícula chamou de “golden shower”.

 

2 thoughts to “Dilúvios e o carnaval”

  1. Tinha que dar uma espetada no novo governo. Possivelmente é um verme petista. Não foi o governo Bolsonaro que quebrou o país! Não foi o governo Bolsonaro que quebrou Minas Gerais! E sim a quadrilha do PT, com alguns empresários bandidos, e alguns políticos crápulas! Não esqueçamos que a imprensa em todo o período, era “patrocinado” pelo governo petista….A maioria dos jornalistas são vermes….venderam a própria alma e a nação, por dinheiro! Acabou! Hoje a maioria apoia o novo governo, e seremos capazes de tudo para manter a ordem e progresso! A desordem e a estagnação faz parte do passado. Se pensam que voltaram ao poder, esqueçam. A maioria nunca mais deixará isso acontecer!

    1. Só uma observação, caro. Não sou e nem nunca fui petista. Ao contrário, tenho algumas dificuldades de relacionamento com militantes do partido que você quer me rotular. Entretanto, acho esse eventual governo brasileiro uma agressão a princípios morais, éticos e um verdadeito deboche.
      Não sei se me fiz entender, mas tem o meu respeito por divergir. Sua posição não me credencia a te chamar, por exemplo, de facista. Nem nos conhecemos.
      Ah! Até votei no petista, mas só no segundo turno, pois minha primeira escolha não avançou. E assim o fiz, com receio disso que estamos vivendo desde a posse do eventual presidente e a ascenção do 01, 02, 03.

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