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“Você é psicóloga?”

AAE Stress Resilience
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Daniela Piroli Cabral
contato@danielapiroli.com.br

É pessoal, hoje é natal e eu me arrisco a dizer que, depois da figura do bom velhinho, não tem ser que cause mais rebuliço e estranheza que um psicólogo. Sim, um psicólogo.

Uma espécie de médico da cabeça, misturado com padre e pai de santo, salpicado de pitadas de melhor amigo e de curandeiro.

Não, eu não trago a pessoa amada de volta. Não tenho o poder de “ler” mentes. Nem prevejo qual será o resultado da mega-sena.

Muito menos ensino a “passar” em testes ou processos seletivos, nem sei a receita do relacionamento duradouro e feliz (se estes adjetivos, por algum instante, não brigarem, estando assim lado a lado). Não analiso as pessoas “de graça”.

Não, nunca aprendi a fazer mágicas nem milagres, ainda mais no campo subjetivo.

Não adivinhos segredos e também não dou conselhos, já diz o velho ditado: “se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia”.

Também não tenho a pretensão, nem de longe, de ser um destes robôs da google que vivem por aí a tentar solucionar a dor alheia. Não, nada disso.

Acredito no poder transformador e terapêutico da palavra e da escuta. E é sempre assim. Bastam dois dedinhos de prosa.

Assim que descobrem que sou psicóloga, saem a disparar toda a sorte de perguntas: matrimoniais, profissionais, parentais, financeiras e espirituais. Como eu faço…? O que eu digo…? E se… ? Qual é o melhor caminho? O que você acha?

Acho no mínimo interessante o imaginário que as pessoas criam ao redor do ser “psicólogo”.

E eu, sempre paciente, rio por dentro, escuto as questões e converso, pondero, respondo.

E acho importante que elas elaborem e acessem suas questões, porque sim, as pessoas sofrem muito tempo caladas e sozinhas. E não, psicólogo não é coisa de doido, já escrevi sobre isso também.

Falar e escrever sobre o trabalho do psicólogo ajuda a desmistificar a profissão e auxilia as pessoas a procurarem ajuda.

Mas é também gratificante ser reconhecida por este lugar “de suposto saber”. Acredito que os meus mais de 15 anos de prática são uma boa bagagem e me deram alguma “sabedoria”.

E não. Não sou tão equilibrada quanto pareço. Padeço de TPM crônica. Não sou expert em comunicação humana e acho difícil praticar a inteligência emocional na hora que o sangue talha.

Não sou doutora em autoconhecimento, sou mesmo aquela “metamorfose ambulante”.

Sou uma mistura de aventura com disciplina. Me sinto bem tanto na rotina quanto na novidade.

Sou curiosa, persistente e estudiosa. E, independentemente da situação, acho que sempre tenho algo para aprender.

Para saber mais:
  • http://pepsic.bvsalud.org/pdf/aletheia/n43-44/n43-44a06.pdf
  • http://www.scielo.br/pdf/pcp/v9n1/09.pdf

 

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