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Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

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Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

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Psicanalista, consultora de viagens, amante da vida, arte e cultura na sua diversidade. Vamos conversar de viagens: nossas e pelo mundo.

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Jornalista e estudante de Relações Internacionais, além de editar o blog fará uma crônica semanal do nosso cotidiano.

Brasil, meu Brasil nem tão brasileiro assim

Foto: Descobrimento do Brasil - Oscar Pereira da Silva - Brasil, meu Brasil nem tão brasileiro assim
Foto: Descobrimento do Brasil – Oscar Pereira da Silva – Brasil, meu Brasil nem tão brasileiro assim
Victória Farias

Se eu te contasse sobre tudo isso, se algum dia tivesse coragem de contar, me pergunto: o que eu realmente diria a você? Te contaria sobre o tempo? Parece que aconteceu há séculos.

Te contaria sobre as culturas que foram misturadas e separadas por fios de espada? Acho que não valeria a pena entrar em um assunto tão pessoal.

Mas, talvez, eu pudesse te contar sobre coisas que todos nós já sabemos, como por que o nosso azul é tão azul, ou o verde é tão verde.

Seria um prazer te contar os segredos e costumes da nossa gente, que se espalha do Oiapoque ao Chuí.

Mas, como você e eu sabemos, são tantas histórias, tantas escolhas que nos levaram a caminhos tão diferentes.

Pelo lado bom, você já sabe como tudo começou. Aparentemente, nós somos a pedra no caminho das Índias.

De lá para cá, muitas coisas deram muito errado, e outras muito certo, e tudo sempre esteve bem mais ou menos.

Como está a economia? Mais ou menos. Como está o tempo? Mais ou menos. Como está a democracia? Ah… acho melhor não falarmos sobre isso.

Entretanto, saber como tudo começou, não quer dizer que sabemos como viemos parar aqui.

Quem, em sã consciência, escolheria parar em um lugar onde não se consegue andar de ônibus, não se consegue andar de carro e quando consegue, não se tem onde estacionar?

Sem falar, é claro, meu caro amigo, nos riscos eminentes. Como desastres naturais nos assolando por todos os lados e uma epidemia recente e ainda não controlada de politicus polarizadus.

Cedo, muito cedo, quando eu e você já estivermos com caminhos diferentes traçados, sem saber que um dia nos conhecemos secretamente através desta crônica, o nosso verde não será tão verde, e será uma sorte imensa se ainda tivermos o azul.

Mas, nem tudo estará perdido! Ainda teremos os segredos que nunca contamos uns aos outros, ou que Brasília nunca nos conta.

Peço desculpas por falar sem parar, mas se você ainda não percebeu, tudo o que você precisa saber, sobre o passado e o presente, está bem aqui.

Pelo lado ruim, você tem alguma ideia de quanto estará a cotação do dólar amanhã?

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