Skip to main content
 -
Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Eduardo de Ávila Eduardo de Ávila

Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

Guilherme Scarpellini Guilherme Scarpellini

Jornalista que se interessa por tudo o que a todos pouco interessa. E das beiradas, retira crônicas.

Rosangela Maluf Rosangela Maluf

Professora universitária na área de marketing e nas montanhas de Minas lê, escreve e sonha!

Sandra Belchiolina Sandra Belchiolina

Psicanalista, consultora de viagens, amante da vida, arte e cultura na sua diversidade. Vamos conversar de viagens: nossas e pelo mundo.

Taís Civitarese Taís Civitarese

Pediatra formada pela UFMG. Trabalha com psiquiatria infantil e tem um pendor pela filosofia.

Victória Farias Victória Farias

Jornalista e estudante de Relações Internacionais, além de editar o blog fará uma crônica semanal do nosso cotidiano.

Deve ser alguma coisa na água

Foto: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/PublicDomainPictures-14/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=2918">PublicDomainPictures</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=2918">Pixabay</a> - Deve ser alguma coisa na água
Foto: Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay – Deve ser alguma coisa na água
Victória Farias

O Ministério do Natal adverte: atenção, texto não recomendado para menores de 10 anos, e pessoas que estejam esperando a chegada do Papai Noel ou do Coelhinho da Páscoa. Para esses casos, o uso indevido pode causar consequências irreversíveis.

Dezembro chegou, e com ele a sensação de que todo o dia é espera de feriado. As pessoas desligam o telefone desejando Feliz Natal, todo mundo sorri.

O que mais se ouve são trabalhadores sussurrando: alguém sabe que dia começa o recesso coletivo?

O último mês do ano parece ser um tempo à parte de todo o resto, com preocupações do tipo: as crianças não têm mais aulas, o que eu vou fazer com esse tanto de menino dentro de casa? – ou até mesmo: eu nem sabia que era possível passar tanto tempo na fila do supermercado para comprar uma arvorezinha.

Essa é a época em que você não sabe se sai de casa de regata ou com um guarda chuva debaixo do braço, além de ter certeza de que vê um Papai Noel a cada esquina – eu vejo um todos os dias no meu trabalho. Com certeza são os alucinógenos que o governo coloca na água para controlar a população.

Outro dia, vi um nos corredores. Todo trajado, como manda o espetáculo. Gritei para ele que tinha me comportado esse ano e escovado os dentes todos os dias antes de dormir.

Ele não me ouviu, e saiu andando para animar outras crianças. O único presente que ganhei foi ficar presa dentro do elevador. São tempos seletivos esses, não há como negar.

Na minha família, ninguém carregou por muito tempo essa história do bom velhinho que saia por aí de treno, na neve ou no calor, distribuindo presentes para crianças que não conhecia.

Então, eu cresci sabendo que ele não existia. O mesmo aconteceu com o coelhinho da Páscoa – um. coelho. de. Páscoa.

Mas, em toda a tradição do Natal, a figura do Papai Noel, para mim, é a mais emblemática. É o famigerado surto coletivo: todo mundo sabe que não existe, mas as filas para tirar foto com ele no shopping são quilométricas.

Não culpo quem as encara. As luzinhas piscando desesperadamente, parecendo um pedido de socorro em código morse, atordoam qualquer um.

Acho que nossas crianças merecem a verdade. 

Agora, outra coisa que eu queria comentar com vocês, preciso de uma ajuda para entender.

Eu arranquei um dente quando era mais nova, e até hoje ele está debaixo do meu travesseiro.

Eu ouvi dizer que a Fada dos Dentes só atende em domicílio até os 10 anos. Vocês acham que ainda existe alguma possibilidade de ela passar por aqui?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.