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Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

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Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

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Psicanalista, consultora de viagens, amante da vida, arte e cultura na sua diversidade. Vamos conversar de viagens: nossas e pelo mundo.

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Victória Farias Victória Farias

Cursando o último período de Jornalismo, além de editar o blog fará uma crônica semanal do nosso cotidiano.

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Imagem de Daniel Ribeiro Cortat Arastoro por Pixabay 12x sem juros

e até 24x no cartão da loja.

Victória Farias

Estava eu observ… – pêra, pêra, pêra, você não faz mais nada da vida além de observar, analisar, e fazer todas as coisas que terminam com ar – inclusive respirar -? Não, não faço, e se meu consciente puder, por favor, parar de atrapalhar minha narrativa, estou ocupada demais divagando.

Retomando – estava eu observando as promoções da famigerada Black Friday, um dia em que, tecnicamente, as coisas – compráveis – ficam com o preço reduzido no mercado. 

Pelo menos é isso que dizem, ou o que a gente finge acreditar para não perceber que está sendo tapeado adquirindo uma coisa que não precisa, ou que nem estão tão em conta assim – compramos pela emoção.

Vamos com a multidão, levados pela ideia de que o R$1 – literalmente – economizado ajudará a fechar o orçamento do mês no azul. 

Pertinho do Natal, colado no Ano Novo, a Black Friday é um dia de luto. Lojas com balões pretos, tiras pretas balançando no ventilador, cartazes em letras garrafais pretas. 

Aí, meu caro leitor, você pode até se perguntar: quem morreu?

E eu te respondo: seu cheque especial, me manda o endereço que daqui a sete dias mando flores. 

Fui puxada a esse assunto quando uma colega do trabalho me alertou que era a quinta vez no dia que eu falava: preciso comprar tal coisa.

E essa tal coisa era: um celular (já tenho um), um livro (nem tenho mais espaço na minha estante), uma assistente virtual da Amazon (nem sei para que eu preciso disso), um outro modelo de celular (nem sei o que dizer sobre isso), e um relógio inteligente (porque marcar as horas já não é mais o suficiente).

Essas promoções dão uma vaga ideia de melhora na economia, algum lampejo de esperança. Graças a – Entidade Divina da sua preferência – as crianças – ainda – não pedem picanha de Natal. Nunca se sabe.

A verdade, é que anda todo muito meio desacreditado, e depois daquele acidente na política brasileira que aconteceu em abril (se me recordo bem, acho que foi em 1500), ninguém sabe muito bem o que esperar.

E aconteceu justamente como eu previa. Pessoas desesperadas, sacolas balançando. Estou digitando esse desabafo até com certa dificuldade, após levar uma cotovelada na costela por conta de um desodorante cinco reais mais barato.

E, mais uma vez fica a lição do barato que sai caro (e eu tenho quase certeza que já disse isso antes.)  

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