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Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay
Victória Farias

Dia desses, depois da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que aconteceu domingo (03), ouvi de um conhecido: “- eu não entendo a importância de se discutir esse tema. Terça-feira, o cinema custa 6 reais, qualquer um pode ir.

Essa colocação me fez refletir. Qualquer um, quem? A ideia de que existem problemas maiores no Brasil, não exclui o fato de que a falta de acesso a cultura é uma discussão relevante para qualquer povo – em qualquer tempo e em qualquer lugar. 

Às vezes, nos apossamos de ideias gerais baseadas na nossa própria experiência. Mas, nos esquecemos que – como já foi dito aqui nesse mesmo espaço – vivemos em uma sociedade diversa, miscigenada – e, principalmente – desigual. O cinema custa, realmente, 6 reais às terças-feiras – no centro de Belo Horizonte, em sessões que vão de 08 às 18h.

Segundo o IBGE, 31,2% dos brasileiros, com 10 anos ou mais, não tem acesso a internet. Se a rede – que entende-se ser universal – não chega a todo mundo, por que a cultura, vista como secundária por muitas linhas de pensamento, chegaria? 

Temas como esse, que tratam mais sutilmente dos problemas do Brasil, precisam sim ser colocados em atenção, e discutido por todas as camadas da sociedade.

Esse é aquele tipo de problema que não some quando não é evocado, ele continua se perpetuando em pessoas – como na minha avó, que foi ao cinema pela primeira vez depois dos 18 anos.

Na ocasião, ela assistiu ao clássico Candelabro Italiano, filme de 1962, que retrata um amor improvável. Essa é uma das lembranças mais marcantes para ela, quando se fala de audiovisual. 

A falta de incentivo a cultura no Brasil, principalmente entre os setores mais baixos da sociedade, é um fator que permanece, perpassando governos e ministérios, e, ainda assim, não se vê luz no fim do túnel.

Saúde, educação, segurança pública e inserção política são direitos do cidadão, mas poder conhecer o mundo por meio de uma tela de cinema, e entrar em universos totalmente distintos e nunca antes imaginadas – também é. 

Quando o acesso é disponibilizado, de modo igualitário e justo para toda a população – como deveria ser – isso não se torna apenas uma atividade, mas sim uma memória, um desejo para o novo, para outra realidade. Como dito no filme Laranja Mecânica –outro clássico: “É curioso como as cores do mundo real parecem muito mais reais quando vistas no cinema.

Para saber mais: 

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