Foto: Daniel Jack-divulgação - EM

Ensaio sobre a observação

Foto: Daniel Jack-divulgação - EM
Foto: Daniel Jack-divulgação – EM
Victória Farias

É sempre necessário estar atento às mudanças a nossa volta. Tanto àquelas provocadas por nós, como àquelas que somos obrigados a aceitar. As vezes, me parece, que algumas pessoas pensam nessas mudanças, mas não equilibram as consequências.

Por exemplo, mudanças nas paradas de ônibus na Capital Mineira, mudança na orientação de ruas, mudanças climáticas. As duas primeiras são, aparentemente, contornáveis, mas em relação a última, quem nunca saiu de casa sem guarda-chuva, jurando que o sol estaria a pino até às 18 horas, mas voltou mais molhado do que o Rio Arruda em dia de enchente.

Por isso, a necessidade de sempre estar atento, conectado 24 horas por dia, sete dias por semana à uma inteligência maior, que sabe tudo o que está acontecendo, onde quer que esteja acontecendo, a onipotência e onisciência do século XXI. Inteligência essa nomeada por nós, meros mortais, de Google.

A questão é, embora tentemos saber de tudo, mesmo com uma ajudinha, às vezes é difícil – e eu arriscaria dizer até impossível – entender como tudo muda e se move de forma rápida e fluída a nossa volta. Nos sentimos sobrecarregados, sempre sob alerta e preocupados. Mas, no final das contas, é mais ou menos isso que nos torna humanos modernos.

E é nesse ponto que a observação se torna tão importante. Só com ela conseguiremos entender como outras espécies sobreviveram a esse planeta, para tentar, de forma capenga às vezes, sobreviver a nosso próprio tempo. Observemos nossa existência na terra, até que não tenhamos uma terra para observar.

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