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Enfim, o fim da baixaria

Vença que vencer, ficaremos livres – pelo menos – da falta de escrúpulos que as campanhas eleitorais (desde o primeiro turno) impuseram e viralizaram aos nossos olhos e ouvidos. Notadamente pelas redes sociais, tanto a nível nacional quanto nas eleições estaduais. Numa eleição, ao que esperávamos, seriam debates de ideias e propostas para melhorar a vida dos brasileiros e – no nosso caso – mineiros.

Sejam quais forem os vitoriosos, dentre aqueles dois nomes que cada um de nós escolheu como nossos preferidos doravante, nos resta torcer e confiar numa boa gestão de quem for eleito. Ainda que suas prioridades não sejam aquelas que cada um de nós entendeu como a melhor, o que está em jogo é o futuro do país e das futuras gerações.

Muitos, entre os quais me incluo e como dissemos no interior – “já estamos do meio dia pra tarde” (analogia à nossa idade já mais avançada) – vivemos o suficiente para entender riscos e expectativas que cada candidato traz em seus propósitos. Entretanto, também temos vivência suficiente, para entender que caso nosso preferido não seja eleito, melhor é esperar quatro anos a conspirar o tempo todo sonhando com a derrubada daquele que foi eleito democraticamente. Ainda que com metodologia condenável, afinal nossa democracia é frágil.

Foto: UAI/ EM

Estarrecidos, ficamos todos, com mentiras e golpes com intenções exclusivamente eleitoreiras. Seja através de vídeo ou afirmações inverídicas, viralizadas em redes sociais. Denúncia vazias e sabidamente mentirosas, sendo tratadas como verdades absolutas, levando o eleitorado a uma verdadeira confusão. Ninguém sabe mais o que é falso e verdadeiro.

Pesquisas falsas divulgadas insistentemente, tentando convencer o eleitor de situação irreal, talvez tenham sido as mais inocentes. Descortinar a intimidade, em determinados casos com fatos mentirosos, mereciam melhor análise – tanto da justiça eleitoral quanto da justiça comum. A imunidade parlamentar não pode ser usada para encobrir crimes praticados por quem usa o cargo para essa finalidade.

Tenho cá meus candidatos preferencias, não utilizo deste espaço para fazer apologia em defesa deles, em respeito ao leitor. Na minha rede social pessoal, embora ao postar e salientar meu respeito aos divergentes, fui atacado – sistematicamente – por alguns “donos da verdade”. No caso de um deles, até encaminhei para avaliação num escritório de advocacia, não buscando algum tipo de vantagem pessoal, mas reparo sobre afirmação inverídica e leviana.

Segunda-feira, um dia após a decisão soberana dos brasileiros e mineiros, meu único desejo é de que a vida volte à normalidade. Vencendo ou não os meus preferidos. Afinal, até prova em contrário, vivemos num regime democrático e sob a égide de uma constituição que é a lei maior entre todas as normas legais. Não faço escolha de candidato, sequer partido político tenho, com a mesma intensidade que defendo o meu time do coração.

A meu julgamento, vamos às urnas para escolher que tipo de governo com suas propostas queremos, ainda que manipulado. Não posso julgar quem se deixa levar pelas mídias, sejam elas sociais ou da grande imprensa. Sei separar o que é notícia do que é manipulação. Aprendi com a vida.

Que vença a democracia, mesmo que um ou outro (ainda que ambos) preferencial meu não seja o eleito.

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