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Que país queremos?

Foto: Marcelo Chello

Faltando exatos 23 dias para o primeiro turno das eleições, vivemos agora – ainda que com a frieza do eleitorado – o embate entre resultados anunciados pelos institutos de pesquisas. Aliado a isso, depois de uma semana, lemos sobre o impacto que o “atentado” ao candidato Bolsonaro pode ter causado ao seu desempenho. Embora entre os números anunciados exista divergência, a meu juízo, o episódio de Juiz de Fora não trouxe o “crescimento” e tampouco baixou a rejeição à candidatura do deputado pelo Rio de Janeiro.

Com um discurso extremado de direita, Bolsonaro consegue até o momento se consolidar como opção ao eleitorado conservador, sem, contudo ser unanimidade. Posiciona-se apenas como o anti-PT, condição que dias antes defendeu no Acre, apoiando, inclusive, o fuzilamento de militantes deste partido. A única alteração visível foi a de liderar, depois de ocupar o segundo lugar, com o indeferimento da candidatura de Lula. Não pelo incidente no interior de Minas Gerais. Condição que, pela pesquisa da Vox Populi, já volta ao segundo lugar. Mantém, entretanto, em todas elas a liderança em rejeição.

Entre as pesquisas divulgadas, todas ainda sob o efeito do atentado e até mesmo da substituição do candidato do PT – Lula por Haddad – algo me parece evidente. O embate de segundo turno, pela primeira vez, depois de seguidas eleições não será entre petistas e tucanos. Bolsonaro deve ser um dos finalistas, enfrentando – reitero que ao meu sentir – Ciro Gomes ou Fernando Haddad. Tucanos fora da corrida. Se for Ciro, então nem petistas.

Foto: Yasuyoshi Chiba

São apenas três semanas, mas acredito que o efeito do anúncio e apoio de Lula a Haddad ainda leva alguns dias para ser mais bem avaliado. Se realmente transferir, aí sim, a polarização será entre a extrema direita e a esquerda. Eleitores de centro ficarão órfãos e terão de escolher entre a indiferença ou um candidato com discurso de extrema ruptura com os tempos modernos; ou, finalmente, um candidato do partido que ajudaram a tirar do poder. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Bolsonaro traz em suas declarações um modelo de sociedade que já não existe no Brasil e no mundo há décadas. O sistema patriarcal, matrimonial e patrimonial. Explico. Além de agredir com ações e palavras o público LGBT, Bolsonaro acha que a mulher não merece o mesmo salário de um homem e manifesta preconceitos contra cor e raça.

Ao que diz, a sociedade deveria voltar aos tempos antigos, quando o Pai era o provedor da família, determinando – entre tantas decisões – o casamento às filhas e a profissão dos filhos. O casamento, segundo esse pensamento, condiciona à mulher à condição de gestar e criar os filhos, dentro do sistema matrimonial. E por fim, o patrimônio da família determina a condição da comunidade em que vive. Rico não se mistura com pobre. E negro, como ele mesmo disse, “não servem nem para procriar”.

Foto: Juarez Rodrigues

Então, caso não aconteça fato novo que seja tão relevante, dificilmente teremos um segundo turno diferente do que prevejo. Bolsonaro enfrentado Ciro ou Haddad. Aí sim, caberá ao povo – legitimo para escolher o caminho a seguir – definir que tipo de sociedade quer para o futuro do Brasil e dos brasileiros. Para alterar essa tendência, teria de ser uma catástrofe, de proporções incalculáveis, uma vez que o fato ocorrido em Juiz de Fora, longe de ser um atentando eleitoral, nenhum impacto causou à pretensa cúpula do candidato Bolsonaro.

Nem mesmo as manifestações dando conta e insinuando ter sido um crime político e eleitoral, como pretenderam familiares e apoiadores do presidenciável, foi aceita pela população. Trata-se, evidente, de um cidadão com distúrbio e inconsequente. Até creio que irão ainda tentar muito encontrar explicações e fazer analogias eleitoreiras até no dia das urnas, como aconteceu nas últimas eleições, que velaram defunto vivo enquanto os eleitores iam às urnas definir quais políticas querem para o futuro.

Tudo pode mudar, claro, porém temos de ficar atentos ao noticiário. Nem sempre o que lemos, especialmente nas redes sociais, é verdadeiro.

5 thoughts to “Que país queremos?”

  1. No suporte da Nação contamos com o apoio dos Militares SELVA… AÇO juraram fidelidade.
    Não adianta ficar ruminando nas paginas de jornal, a imprensa, nos olhos do mundo, as pessoas no exterior vê-la assim:
    ___” antipática, mente manipula, trocista, falam mal, conivente com assassinos, lesadores, cooperam para a destruição de valores.”

    Não há dúvidas,pois, de que a liberdade é natural e que, pela mesma ordem e de idéias todos nós nascemos ( 56% apoiando Jair Bolsonaro &
    Hamilton Mourão), e confiantes nos batalhões acima citado, nós somos senhores da nossa alforria, mas também com condições para defender os nossos direitos com DEVERES..
    No momento, em comunhão com Logos Raphael, o Médico Divino, Jair Bolsonaro , que é filho de Deus, tem Fé e acredita nesse Deus, que o Brasil não será para sempre um derrotado.
    Escrevam mais sobre o que o Brasil necessita e precisa, não compactuam com apoiadores de lesadores.
    .
    AS portas do País, estão abertas, são serventia de todas as nossas casas. SUMAM DAQUI!
    .
    PEDIMOS: FAVOR NOS RESPEITAR.
    Não compactuamos com BANDIDOS.

  2. Bolsonaro é antes de tudo um revolucionário, “não compactua com políticos corruptos”, para mim essa é uma de suas principais virtudes, ponto final!!!!!!! Por toda minha vida votei no PT, votei na Dilma, votei na esquerda, pensando que eram melhores que aqueles que já se encontravam no poder, “grande decepção”, são farinha do mesmo saco!!!!!
    É melhor já ir se acostumando!!!!!!!!!!

  3. A política tá parecendo com o futebol, ou qualquer outra modalidade que exija um vencedor claro. Pois, cada um quer defender seu candidato. No meu olhar detecto o desdenho, a raiva de eleitores com o partido dos trabalhadores e seus candidatos aqui na cidade de Belo Horizonte. Sempre procurei votar em candidatos que defendiam e defendem as minorias, elas precisam de um olhar especial, de uma voz, de um carinho a mais. O problema que nós Brasileiros perdemos o amor, ou não tínhamos pelo o próximo. Então não consigo direcionar meu voto para outro candidato que não esteja voltado para o que citei acima. Não sou de partido A ou B sou do lado que está mais precisando. Falei. Fui.

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