Skip to main content
 -
Daniela Piroli Daniela Piroli

Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Eduardo de Ávila Eduardo de Ávila

Advogado e Jornalista sugere debater e discutir – com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

Guilherme Scarpellini Guilherme Scarpellini

Jornalista que se interessa por tudo o que a todos pouco interessa. E das beiradas, retira crônicas.

Rosangela Maluf Rosangela Maluf

Professora universitária na área de marketing e nas montanhas de Minas lê, escreve e sonha!

Sandra Belchiolina Sandra Belchiolina

Psicanalista, consultora de viagens, amante da vida, arte e cultura na sua diversidade. Vamos conversar de viagens: nossas e pelo mundo.

Taís Civitarese Taís Civitarese

Pediatra formada pela UFMG. Trabalha com psiquiatria infantil e tem um pendor pela filosofia.

Victória Farias Victória Farias

Jornalista e estudante de Relações Internacionais, além de editar o blog fará uma crônica semanal do nosso cotidiano.

Falta de urbanidade gera desconforto

Imagem: Estado de Minas

Viver em coletividade, em certas situações, requer muita flexibilidade. Sempre fui muito atento a isso, mesmo quando era mais novo que agora (continuo jovial, juro que acredito!). Ceder lugar em fila para idosos, grávidas e pessoas com deficiência, antes mesmo disso se transformar em norma, aprendi desde cedo.

Agora, já na condição de um deles – com direito a credencial de estacionamento nas ruas e em shoppings –, fico embasbacado ainda mais ao me deparar com situações de total desconforto pelo descumprimento desta determinação. Num supermercado, bem próximo à minha casa e onde vou semanalmente, o desrespeito é observado em todas as ocasiões.

As vagas para idosos e deficientes, via de regra, estão ocupadas por veículos sem credencial, alguns casos por esquecimento, e muitos deles por má educação mesmo. Não bastasse isso, neste mesmo estabelecimento é comum chegar e encontrar carrinho de compra abandonado nas vagas de veículos. Existe uma área para o cliente devolve-lo, mas poucos se ocupam desta obrigação pessoal. Custava gastar 30 segundos e deixar a vaga livre?

Nas ruas, por falta de uma fiscalização efetiva dos responsáveis, geralmente esses lugares estão ocupados por gente que não se acha na obrigação de seguir a norma. E aqueles “folgados” que deixam o carro ocupando o espaço onde caberiam dois veículos? Gente que olha só para o seu próprio umbigo. Via de regra, observem, por carros enormes que se acham donos dos espaços de tráfego.

Um amigo meu, recentemente, me narrou algo no mínimo hilário. Transitava ele por uma avenida e com o trânsito bem pesado, quando um poderoso veículo – saindo de uma garagem ou estacionamento – foi erradamente tentando “embicar” à sua frente. Por mais que pudesse ter boa vontade, segundo seu relato, seria impossível possibilitar o acesso do “magnata”. Ainda teve de ouvir: “será que preciso comprar um carro maior?”

Imagem: Cristina Horta / Estado de Minas

Nada discriminatório, numa ou na outra mão, mas – convenhamos – coisa de gente arrogante. São os efeitos do “new richismo”, forçando uma tradução sobre o novo rico.

Fila de elevador, notadamente em prédios comerciais de grande fluxo, se não houver um funcionário para orientar e até mesmo patrulhar, inevitavelmente os “folgados fura-filas” entram em ação. Tem prédio na região central que dá preguiça quando é necessário ir ao local. E ainda, quando a porta se abre, apressados entrando no elevador, antes mesmo de que as pessoas tenham saído. Não cabem dois no mesmo espaço, oras!

São tantas as situações que denunciam falta de jogo de cintura, ser um mínimo maleável, que criam um dos maiores desconfortos de uma cidade grande. Outra situação, aí vem de novo a falta de fiscalização no trânsito, são veículos despejando carga excessiva de fumaça nas vias públicas. Essa descarga é tóxica e contamina o meio ambiente e quem recebe isso. Causam intoxição e, consequentemente, irreversíveis danos à nossa saúde. É comum esse acontecimento pela cidade.

Tempos atrás, nisso eu reconheço, ônibus urbanos – sem qualquer constrangimento – circulavam pelas ruas de Belo Horizonte. Em que pese criticar a ação da BHTrans, quero creditar a ela boa parte dessa melhoria nos coletivos.

O ideal, a bem de todos, seria que cada um tivesse o cuidado em não cometer esses abusos. A comunidade ganharia. Como num sanitário público que traz aquele aviso: “Use com cuidado, o próximo a necessitar pode ser você”.

9 thoughts to “Falta de urbanidade gera desconforto”

  1. Apenas sobre o comentário dos carrinhos de compras deixados no estacionamento: Existem supermercados com funcionários que exercem esta função de recolher carrinhos, então se devolvemos o carrinho estaríamos “tirando” o emprego destas pessoas. Percebeu como existe a segunda via para algumas situações?

    1. Então se eu quiser abastecer meu carro não posso pq estarei tirando emprego do frentista? Se quiser colocar crédito no meu celular pela internet não posso pq estarei tirando emprego de algum caixa de supermercado ou loteria? Se quiser pagar um boleto não posso fazer pelo celular ou num terminal pq estarei tirando emprego do caixa do banco? É isso mesmo??? Inacreditável! Mas é melhor ler isso que ser analfabeto…

  2. Também costumo observar esses detalhes da chamada convivência em sociedade, e tem vários outros pontos que poderiam ser citados, mas um que me incomoda bastante, pois há dois anos que almoço em praça de alimentação de shopping, é a incapacidade de 95% das pessoas ( não é nenhum dado oficial, mas pela minha observação nesses dois anos, é um número bem otimista ) em recolher a bandeja e prato e levar para um lugar adequado e deixar a mesa vaga para o próximo que irá utilizá-la.

  3. Eu discordo. Partindo dessa ótica deve-se jogar lixo na rua constantemente para manter o emprego dos lixeiros, ou cometer constantes assaltos para não faltar serviço para os policiais…e por aí vai

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.