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OUTDOOR SOCIAL ® gera renda de R$10 milhões em sete anos para 30 mil famílias

 O Outdoor Social®, negócio de impacto, criado em 2012, pela empreendedora Emília Rabello, acaba de ultrapassar os R$10 milhões revertidos como renda para 30 mil famílias, moradores de cinco mil comunidades, localizadas em 450 cidades brasileiras, nas cinco regiões do país. Ao longo de sete anos de atuação, a empresa vem mudando as vidas de moradores de comunidades e periferias a partir da geração de renda, criação de oportunidades de trabalho, financiamento de projetos educacionais, investimento em tecnologia, além de dar visibilidade ao território da comunidade mostrando o Brasil Real.

A empresa tem crescido em larga escala passando a atuar em todos os Estados brasileiros. A ideia baseada no modelo de negócio social difundido pelo economista bangalês e nobel da Paz, Muhammad Yunus, foi oferecer aos anunciantes uma mídia que atendesse à demanda publicitária, levando campanhas às comunidades e ao mesmo tempo impacto social.

A empresa instala painéis 2×1 nos muros das casas dos moradores de comunidades, com mensagens de instituições e grupos empresariais que querem, e precisam, falar diretamente com esse público. Ao fim das campanhas, os moradores são remunerados e se tornam influenciadores, e empreendedores sociais. Além disso, os materiais são encaminhados para reciclagem na própria comunidade.

Inovação e pesquisa

O Outdoor SocialÒ tem milhares de pontos distribuídos pelo país auditados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), que agrega transparência e confiança para o mercado sobre a rede, a veiculação de cada campanha em tempo real e o ROI gerado pela mídia.

Além disso, as campanhas realizadas pela empresa possuem inteligência de localização aplicada à publicidade mobile. São entregues anúncios em smartphones que têm relação com as peças offline no exato momento em que a pessoa passa por elas. A partir disso, a mídia OOH ganha aspectos e métricas de mídias digitais. Assim, é possível identificar o comportamento do consumidor que se movimentou pela área de influência da mídia, reimpactá-los no smartphone, medir a interação e mostrar a eficácia dos painéis para os anunciantes que desejam se comunicar “human to human” com a periferia.

De acordo com Emília Rabello, especialista na comunicação com a classe popular, que representa quase 80% da população, a Outdoor Social® está inserida no segmento de negócios de impacto, setor ainda novo de mercado, integrado por empresas que geram lucro, mas investem em ações para mudar positivamente as vidas das pessoas. “Nós oferecemos algo completamente diferente porque além de entregarmos mídia e resultados efetivos para os anunciantes, envolvemos pessoas, geramos impacto social e contribuímos para o crescimento e o desenvolvimento das comunidades”, conta Emília.

A empresa também investe em pesquisas com o objetivo de apresentar ao mercado publicitário e aos anunciantes os dados, impressionantes, sobre o crescente potencial de consumo das periferias brasileiras. De acordo com último levantamento do Outdoor Social Inteligência (OSI), 12 milhões de pessoas vivem em 6.329 comunidades e periferias brasileiras e, juntas, tem potencial de R$9,6 bilhões por mês e de R$168 bi por ano. Recentemente, esses dados divulgados pelo Outdoor Social deram origem ao G10 das Favelas, um bloco econômico com as 10 maiores comunidades do país.

Depoimentos

Empresas de diversos setores têm aderido ao Outdoor Social® para transformar a vidas de pessoas de baixa renda e, ao mesmo tempo, alavancar seus negócios. Um exemplo disso é a Kroton, organização educacional líder no Brasil, que em 2017, apostou na Outdoor Social® para se comunicar com o público das classes populares.

“A possibilidade de fazer anúncio com impacto positivo sobre comunidades cativou a nossa equipe de marketing, que viu a chance de fazer um trabalho diferenciado, altamente segmentado e, ao mesmo tempo, em sintonia com o seu propósito. A missão da Kroton é transformar vidas por meio da educação. Apostamos nesse novo tipo de investimento de mídia com a Outdoor Social®, porque ele vai de encontro com aquilo em que nós acreditamos: com essa ação, provocamos transformação social não só pelo aumento do número de inscritos no nosso vestibular, mas também pela renda que ajudamos a gerar nas comunidades”, afirma Rodrigo Cavalcanti, diretor de Marketing e Fidelização da Kroton.

A campanha foi conduzida em janeiro e fevereiro de 2018, época dos vestibulares gerais da Anhanguera, faculdade que integra o grupo Kroton e concentradas em comunidades nas cidades de Campinas, Guarulhos e Osasco, nos arredores de São Paulo. Como resultado, em janeiro de 2018, o número de inscritos no vestibular da Anhanguera saltou 64% em Campinas na comparação com o mesmo mês do ano anterior; em Guarulhos, a alta foi de 49%; e em Osasco, 44%. Diante dos resultados positivos, a Kroton decidiu manter o investimento nas regiões para janeiro de 2019.

“O morador da periferia, que quer melhorar a sua condição social por meio da educação, sempre fez parte do nosso público-alvo. A possibilidade da Outdoor Social® foi uma inovação bem-vinda e eficaz para falar direto com nossos futuros alunos das comunidades, colocando a marca da faculdade no seu cotidiano”, completou Cavalcanti.

Outra empresa que divulgou campanhas através da Outdoor Social® é a Seja Digital, (EAD – Entidade Administradora da Digitalização de Canais TV e RTV),instituição não-governamental e sem fins lucrativos, responsável por operacionalizar a migração do sinal analógico para o sinal digital da televisão no Brasil. A missão da empresa é garantir que a população tenha acesso à TV Digital, oferecendo suporte didático, desenvolvendo campanhas de comunicação e mobilização social e distribuindo kits para TV digital para as famílias cadastradas em programas sociais do Governo Federal.

A Seja Digital aderiu ao Outdoor Social® devido a uma necessidade de divulgar o desligamento do sinal analógico em regiões onde as opções de comunicação eram muito restritas. Ao receberem os resultados positivos das primeiras campanhas, a empresa decidiu expandir a ação para regiões com maior quantidade de beneficiários de programas sociais do Governo.

“A Outdoor Social® foi uma mídia muito importante para conseguirmos falar com o nosso público de beneficiários de programas sociais, pois normalmente existe uma escassez de mídia em regiões menores e mais distantes dos grandes centros. Dessa forma, a Outdoor Social® passou a ser um grande parceiro na nossa composição de mídia como veículo de comunicação e também como gerador de renda para as pessoas que alugam o espaço no muro de suas casas para veiculação da campanha”, afirma a gerente de Comunicação da Seja Digital, Paula Aguiar.

 

Negócios de impacto

Segundo último levantamento do Pipe.Social – plataforma de conexões para fomentar o ecossistema de impacto no Brasil –  divulgado a partir da segunda edição do Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental, foi constatado um aumento de 73% em negócios registrados entre a primeira edição, de 2017, e a segunda, de 2019. Entre os 1.002 negócios analisados na edição 2019: aumento de 23% no nível de medição de impacto, de 31% no faturamento e de 26% no tamanho da equipe própria dos negócios.

O 2º Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental do Pipe.Social tem, entre os setores mapeados, 46% dos negócios trazendo soluções de tecnologia verde; 43% cidadania; 36% educação; 26% saúde; 23% serviços financeiros; e 23% cidades.

Dos mais de mil negócios pesquisados, 62% estão no Sudeste – sendo 38% em São Paulo, 12% no Rio de Janeiro, 11% em Minas Gerais e 1% no Espírito Santo; 14% no Sul; 11% no Nordeste; 7% na região Norte; 5% no Centro-Oeste.

Em relação aos investimentos, 76% contaram com investimento próprio e, quem captou, relaciona 25% via Family, Friends & Fools (FFF); 11% de sócios-investidores; 11% de institutos e fundações; 10% de aceleradoras/incubadoras; 9% de instituições públicas/governo; 8% de empresas/corporate venture; 8% via crowdfunding; 6% investidor-anjo profissional; 3% de bancos privados; 3% de bancos de fomento; 2% de venture capital; 2% de private equity; e 1% crowd equity.

“Os negócios sociais têm mudado as vidas de milhares de pessoas das classes populares. A importância dessas iniciativas é indiscutível. E por isso é fundamental que cada vez mais empreendedores criem negócios que melhorem ou mesmo resolvam os problemas sociais no Brasil e em outros países”, destaca Emília.

Até há pouco tempo, quando se falava de um negócio social, o que vinha à mente eram as entidades sem fins lucrativos e ONGs, que trabalhavam com foco nas diversas necessidades da população menos assistida. Nos últimos anos, o cenário mudou e as organizações do terceiro setor, mantidas por doações, deram lugar a empresas, como a Outdoor Social®, que têm gestão profissional, lucro, atraem investidores e, claro, promovem iniciativas com enorme impacto em comunidades, periferias e cidades.

 

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