Skip to main content
 -
Jornalista que cobre o Ecossistema de Inovação Brasileiro. Instagram: @beatrizbevilaqua

Omie investe em aquisição de clientes após retomar taxa de crescimento do pré-pandemia

Marcelo Lombardo, CEO da Omie.

Após anunciar a retomada de taxa de crescimento similar aos níveis acelerados que mantinha no período pré-crise, a Omie, a plataforma de gestão (ERP) na nuvem número um do Brasil, acaba de lançar uma campanha robusta de aquisição de clientes que chama de “Primeira Portabilidade de ERP do Brasil”.

Desde que a pandemia se instalou no país, a scale-up percebeu um decréscimo nas novas vendas para micro e pequenas empresas, e rapidamente adaptou sua estratégia, ampliando seu foco para também buscar com mais intensidade clientes de maior porte, que faturem acima de R$ 10 milhões ao ano. A ideia nasceu a partir da percepção de que cada vez mais esses negócios de maior porte vinham adotando o ERP Omie, em busca de uma alternativa em nuvem mais completa, de uso fácil e custo atrativo, além de propiciar inovação com implementação rápida, muito importante neste momento onde as empresas estão buscando alternativas de novos negócios.

Assim, ao mesmo tempo que liberou seu software de forma gratuita para PMEs que faturem até R$ 180.000 por ano, a Omie passou a expandir sua base de clientes cujo faturamento fica entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões ao ano – para essa categoria de cliente, a troca do ERP significa uma redução de gastos totais de até 90%.

O resultado veio rápido. Em fevereiro de 2020, empresas de menor porte compunham 97% dos novos clientes, contra 3% de médias e grandes, mas em junho a proporção já tomou outro aspecto: as novas vendas já são 72% versus 28%, respectivamente.

Além de representar redução de custos significativa, a implementação do sistema Omie leva normalmente 2 semanas, um diferencial importante em relação a players como TOTVS, LINX e SAP, que podem levar de 6 meses a 1 ano para serem implementados. Outra forte vantagem da Omie é a capacidade de oferecer atualizações gratuitas, já que uma das principais queixas de clientes dos players tradicionais é a necessidade de pagar pela instalação de cada atualização do software. Essa prática faz com que o custo mensal, que já sofre alterações devido à constante necessidade de contratação de serviços para solução de problemas no sistema, torne-se ainda mais imprevisível e salgado.

Agora, a Omie reforça o posicionamento ao anunciar investimento de R$ 12 milhões na aquisição de pequenos clientes de outros concorrentes. Os recursos serão alocados principalmente no subsídio da migração de empresas que faturem até R$ 1 milhão por ano, que já utilizem outro ERP, para a plataforma Omie. Com isso, a empresa quer aproveitar o bom momento de vendas para empresas maiores e também potencializar sua dominância em pequenas empresas, ao mesmo tempo que ajuda as PMEs a passarem por esse momento difícil.

O software Omie ainda opera sob o modelo de licença ilimitada, que garante que qualquer funcionário de seus clientes que precisar acessar o sistema possa fazê-lo sem limitações. Vale notar que, ao se usar ERPs que cobram por usuário, a produtividade e eficiência caem drasticamente, principalmente quando vários colaboradores precisam acessar o sistema ao mesmo tempo para realizar as tarefas do dia a dia, como lançar vendas e faturar por exemplo.

Nativo em nuvem – e não nascido para operar de servidores locais, como é o caso de sistemas tradicionais, o ERP criado pela scale-up posiciona-se como pertencendo a uma nova geração, que é mais simples de usar e seguro, sem precisar abrir mão de funcionalidades ou robustez para isso.

Um exemplo das possibilidades criadas é a conta digital Omie.Cash, lançada pela empresa no ano passado. Pela primeira vez no mercado, o ERP e o Internet Banking fundem-se em uma coisa só. “O software de gestão é o banco”, diz Marcelo Lombardo, CEO da Omie, garantindo que agora o usuário vai fazer ambas as tarefas de uma única vez, sem erros e “sem ALT+TAB”, ganhando produtividade e eliminando o trabalhoso processo de conciliação bancária. Seu caráter pioneiro rendeu uma menção honrosa de Inovação de Produto do ano de 2019 no Global SME Finance Awards.

Por esses motivos e por conseguir atuar como SaaS e Fintech simultaneamente, a scale-up já captou mais de R$ 100 milhões, contando com investidores como Astella Investimentos – um dos fundos de venture capital mais respeitados no país, da Spectra Investimentos, uma das maiores gestoras de recursos privados da América Latina, Riverwood Capital, fundo global especializado em tecnologia e investidor de empresas como 99, Vtex, GoPro e Nextdoor, e G5 Partners, a maior empresa independente de serviços financeiros do Brasil. Somados, os acionistas gerenciam mais de 120 empresas em seus portfólios ao redor do mundo, e possuem mais de US$ 20 bilhões sob gestão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.