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Jornalista que cobre o Ecossistema de Inovação Brasileiro. Instagram: @beatrizbevilaqua

5 dicas para transformar o ambiente educacional em um laboratório de inovação

Vinícius Gusmão, CEO e cofundador da MedRoom, edtech especializada no desenvolvimento de tecnologia para o ensino de anatomia dentro e fora do Brasil

Já não é novidade que a pandemia trouxe grandes desafios em diferentes áreas. Uma delas, em especial, foi a educação, que se viu obrigada a investir em inovação para melhorar a jornada dos estudantes e professores neste período de distanciamento social e garantir uma continuidade da aprendizagem em diferentes níveis.

O cenário educacional brasileiro, portanto, pode ser dividido em dois momentos: pré e durante a pandemia. Antes do Coronavírus, já tínhamos uma forte adoção de tecnologia por parte da área educacional, mas com ferramentas muito mais voltadas para questões administrativas e burocráticas, como o gerenciamento de informação e arquivos.

Já na pandemia, começamos a observar um movimento mais voltado para o entendimento da trajetória do aluno e em como fornecer o conteúdo para estes estudantes. Mais do que gerenciar essas informações, a busca é direcionada para qual conteúdo deve ser apresentado em cada etapa e em como passar essa informação para garantir uma melhor experiência para professores e alunos.

De olho neste segundo momento, Vinícius Gusmão, CEO e cofundador da MedRoom, edtech especializada no desenvolvimento de tecnologia para o ensino de anatomia dentro e fora do Brasil, compartilha 5 dicas para transformar o ambiente educacional em um laboratório de inovação.

1. Reconhecimento

“Não existe uma receita de bolo para a aplicação de tecnologia ou para a transformação digital de qualquer ambiente. É necessário entender a realidade de cada local e definir o resultado esperado para se preparar a estratégia de implementação de cada ferramenta”, explica o CEO.

Para ele, dois pontos de mudança importantes a serem considerados nessa transformação são, por exemplo, a experiência de usuário, tanto no aprendizado do aluno quanto no ensino dos professores, e também a mudança de cultura. “Temos um mercado muito consolidado e que dá certo, mas com espaço para melhoria”, diz ele.

2. Dimensionamento

Para Gusmão, outro ponto importante é dimensionar a aplicabilidade da nova solução. “É necessário elencar quais investimentos deverão ser feitos, como a mudança será feita e quais os custos que se deve considerar. Além disso, é  interessante considerar que a mudança vem aos poucos, mas não necessariamente de forma lenta. Podemos modularizar essa mudança trabalhando com o administrativo, professores e alunos de forma gradual, com cada um deles entendendo suas necessidades e adaptando discursos. Tudo isso de forma paralela, garantindo a melhor experiência em todos os níveis”, explica.

3. Procurar soluções

O CEO reforça a importância de se conhecer as soluções oferecidas no mercado para saber qual se encaixa melhor com o seu objetivo e pontua que, atualmente, existe uma vasta gama de startups que trabalham para o aprimoramento do ensino e da aprendizagem no Brasil.

“Pensando em ferramentas como a da MedRoom, por exemplo, dois benefícios do ponto de vista didático observados ao se trabalhar com realidade virtual na educação, são a otimização da curva de aprendizado e maior retenção do conhecimento, ou seja, o aluno aprende mais rápido e lembra deste conteúdo por mais tempo. Mas também por um lado administrativo, temos uma otimização de custo ao se considerar estrutura, materiais de uso recorrente, pessoal e risco de utilização ao se comparar um laboratório tradicional com um laboratório virtual”, contextualiza o porta-voz.

4. Ciclo de interação: aplicar a solução, medir os resultados e aprender com eles

Como em qualquer mudança dentro de uma organização, é necessário ter consciência deste ciclo de interação. Para isso, o CEO da MedRoom questiona “a solução está sendo aplicada com sucesso? As pessoas estão aderindo? Estou alcançando os resultados esperados? O que posso aprender e ajustar com esse processo?”. Segundo ele, ao observar todos estes pontos, é possível corrigir a rota e até problemas que possam aparecer no caminho. Sua dica, é fazer essa avaliação a cada três meses pois, com ciclos menores, é possível responder aos imprevistos com muito mais agilidade.

5. Multiplicação

Se você  passou por todos os passos acima, encontrou a solução ideal, aplicou e está tendo sucesso com a transformação, chegou então a hora de multiplicar ou escalonar.

“Se o seu laboratório de inovação foi aplicado com um único ano de graduação ou área de aprendizado, é o momento de expandir para outros períodos e outras áreas da instituição. Transformar o ambiente educacional em um laboratório de inovação tem como benefício principal o engajamento do aluno. Este engajamento não só é benéfico para o próprio aprendizado, mas também para a instituição, diminuindo taxas de evasão”, orienta Vinícius.

Bônus: os benefícios

Para concluir, o CEO reforça que o  próprio cenário da pandemia já mostra o início da habituação do aprendizado aliado à inovação. “As crianças estão tendo aulas em plataformas de chamada online e YouTube e sua relação com tecnologia começa muito cedo. O vocabulário e socialização no ambiente tecnológico já estão presentes no seu dia a dia e com isso elas estão em um ambiente mais propício ao uso dessas ferramentas também para o aprendizado”, diz.

Apesar de existir uma vertente que acredita que essa transformação tecnológica pode deixar o  aprendizado cada vez mais impessoal, automatizado e até mesmo diminuir o papel do professor, o CEO reflete sobre o outro lado. “Vemos a prevalência da vertente contrária, onde, por exemplo, não temos a diminuição do papel do professor, mas sim uma pulverização desse papel ao longo jornada de aprendizado, aumentando a modularização e customização deste com um suporte tecnológico” finaliza Gusmão.

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