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Doris Alcântara é mineira do Vale do Aço, mulher, mãe do Kiko, da Lu e da Tal, empresária, apaixonada por esportes, viciada em American Football!!

De MKT do SCFA, sócia da Brasil FA, à CEO do Programa de American Football do Cruzeiro

Tenho recebido uma avalanche de mensagens de ódio. Eu já sabia que isso aconteceria antes de voltar a escrever. Isso não me assusta nem me intimida. Já passei dessa fase de fragilidade momentânea enquanto estava no fundo do poço pós o fim do meu projeto no Cruzeiro.

Não é o som dos barulhentos que me assusta, sempre o que me impactou foi o silêncio dos omissos. Então me enviar insultos e ameaças por e-mails fakes e sem assinatura, não me amedronta e não me trava. Pelo ao contrário, me fortalece e afirma que estou certa em contar o meu lado da história e se você não gosta, sinto muito.

Sou parte sim da história do American Football no Brasil goste você ou não. Sou parte da construção em Minas Gerais sim, aceite você ou não.  Cometi erros sim, mas também acertos, concorde você ou não. Lidei diretamente com a maldade do ser humano e sei bem o que acontece nos bastidores desse universo ainda tão indefinido profissionalmente, mas, já tão sólido no que diz respeito aos egos.

Fiz parte da construção dos maiores times de Minas Gerais. Caminhei ao lado dos então reconhecidos e idolatrados gestores, e naquele momento eu era ótima, mas, depois os mesmos que me chamavam de família me trataram como lixo e após terem sugado minha energia e conexões passaram a falar mal de mim e trabalhar para que meus erros fossem mais evidenciados que minha contribuição para o American Football. E sempre teremos os “papagaios de pirata” que vão ser usados como massa de manobra, e executar a função de difundir a mensagem de ódio e destruição.

Querido, acredite você ou não, eu estive no BH Get Eagles e trabalhei lá dois anos com toda minha força, energia, amor e empenho. Dentre várias coisas que fiz, levei o Hotel Quality sob a gestão da minha amiga Gabriela, para ser um dos parceiros, abrindo os trabalhos com a coletiva de imprensa que apresentou o Coach Americano, responsável pelo sucesso em campo, como o coach oficial na temporada. O coffee break, foi realizado por meu parceiro Thiago através da Pizzaria Olegário, que era o concessionário do espaço no Hotel Quality na ocasião. Quality foi um parceiro que se tornou um dos apoiadores mais significativos para o time. O local se transformou no principal espaço de treinamento áudio visual, onde os atletas tinham suas aulas teóricas e reuniões semanais, hospedagem para convidados e contratados, espaço para eventos, sem custo com ativação de marca como contrapartida. Mas é mais fácil falar que nunca fiz nada além de destruição.

Trabalhei lado a lado com os gestores porque ninguém faz nada sozinho, sem parar, abrindo oportunidades e juntos conquistamos o que eles haviam me dito quando decidi caminhar com eles… Ser campeão da Liga Nacional e Super Liga Nacional… mas é mais fácil pra você acreditar que sou a encarnação do mal, porque nunca fiz questão de ficar na linha de frente e tomando pra mim a notoriedade de cada ação. Aprenda que assim como aconteceu comigo, acontece o tempo todo com outras pessoas. Usam e depois se unem pra falar mal e desmerecer seu trabalho, mas, vocês não estão prontos pra essa conversa.

Afirmar que nunca fiz nada para o esporte e me insultar no in box, não muda quem sou. Eu fiz muito pelo esporte em silêncio porque amo de verdade o American Football. Cometi um grande erro aqui ao não me projetar como os demais gestores.

Deixei a diretoria do Sada Eagles, onde havia sido convidada a fazer parte como Diretora de Marketing e assim ter 14% do lucro que viesse enquanto empresa, para montar junto com um dos gestores a Brasil FA em janeiro de 2017. Não sai de lá porque fiz algo ruim ou errado. E mesmo deixando a diretoria, continuei apoiando e trabalhando para o crescimento do time.

Em 2017, meu amigo e parceiro de São Paulo, Ricardo Marcheti, um empresário do meio artístico, que trabalhava diretamente com Gugu Liberato, SBT, Band, Globo, tinha em sua agência a conta da Brasil Kirin (  Brasil Kirin,[2] anteriormente Schincariol, foi uma empresa de bebidas com sede no Brasil. No mercado de cervejas, foi proprietária das marcas Schin, Glacial, Cintra, Baden Baden, Devassa e Eisenbahn. A empresa concorria com a AmBev e o Grupo Petrópolis, além de outras microcervejarias brasileiras) e naquele momento eles estavam negociando a venda e em fevereiro de 2017, a cervejaria Heineken anunciou um acordo com o Kirin Company para a compra da sua subsidiária brasileira, a Brasil Kirin.[4] Em 1 de junho do mesmo ano, a Heineken anunciou, ao mercado, a finalização da compra e o início da integração das duas empresas.

 

Meu amigo através da sua agencia era parte dessa negociação e naquele momento tinha R$ 1000.000,00 ( Um milhão de reais) para ser destinado a alguma campanha e eles ainda não haviam escolhido qual seria. Então, no lançamento da BFL que depois virou BFA, eu estava em SP para encontrar com esse meu amigo e apresentar o material do American Football no Brasil pleiteando essa verba para a nova Liga.

Levei o antigo gestor do Sada Eagles e agora meu parceiro naquela que se transformaria na Brasil FA em seguida, para apresentá-lo, ao mercado de SP porque agora ele além de ser meu sócio juntamente com mais um parceiro, na nova agência que depois ganhou o nome de Brasil FA,  configurava a presidência da BFL/BFA , justamente porque da possibilidade do aporte para a nova Liga desse meu parceiro da Brasil Kirin.

Infelizmente o American Football ainda não estava pronto para aquele momento. Após nos reunirmos com o escritório responsável pela conta, apresentarmos um material desenvolvido pelo próprio MKT da BFA e que o tenho impresso e em arquivo até hoje,  a aceitação da Brasil Kirin de entrar para a Liga e aportar a verba integralmente veio, mas,  não existia ainda a documentação da CBFA e a conta era de pessoa física. Isso impossibilitou a negociação e vinda da marca. Caracterizou ali a condição ainda amadora dos órgãos gestores naquele momento e não foi possível concretizar. Tentamos ainda outra possibilidade através da criação da empresa que a partir dai chamou Brasil FA, mas, o constrangimento e fragilidade do esporte ficou claro e como já havia um contexto do episódio em anos passados com o Torneio TDD, a Brasil Kirin optou por não entrar naquele momento.

Em setembro de 2017, após detectar incompatibilidade de valores, posturas, objetivos, decidi romper com a parceria com a então Brasil FA e nesse momento uma guerra foi travada contra mim e o terceiro sócio.  Registrei minha saída e desligamento, através de um documento. Passei a ser, a pior pessoa de todas, e indesejada no esporte em Minas Gerais.

Em dezembro veio a final da BFA e o time que dediquei dois anos, estava na final. E em resposta à minha dedicação, trabalho, amor, fui proibida de estar em campo, como sempre estive, ao lado dos gestores, produzindo. Tive que comprar meu próprio ingresso e assistir à partida mais importante da minha vida, até ali, da arquibancada. Eu que tinha dado meu sangue, não pude festejar a chegada do tão sonhado título brasileiro, ao lado daqueles que eu considerava uma família.

A sensação era semelhante à de uma mãe, que gestou por nove meses, sofreu as dores do parto e antes de dar à luz, foi arrancado dela esse direito.

No momento final da premiação transmitida pela ESPN, um pequeno grupo de atletas que eu agenciava veio até o vidro da arquibancada me agradecer por ter lutado para que chegassem ali. Frente aquele vidro estenderam a mão e trocamos ali uma das energias mais intensa que pude ter nesse universo. Sim, eu desabei em choro. Jamais vou esquecer aquele momento.

 

 

 

 

 

Naquela semana, eu havia sido informada que a nova gestão do Cruzeiro Esporte Clube, tinha planos totalmente diferentes para o Escudo. O projeto de American Football com a então associação campeã, seria finalizado por interesses de esferas maiores em priorizar apenas a bola redonda. Um dos meus parceiros, era parte dessa nova configuração e havia me dito que a parceria não seria renovada. Eu pedi que ele intercedesse pelo American Football. Ele tinha poderes para isso. Então ele conseguiu que ao invés de finalizar em definitivo a caminhada com American Football, outra situação fosse criada. Por interesses que não competiam a mim, por se tratar de esferas de interesses políticos e de alianças muito maiores que eu ou qualquer outro ponto, eles definiram finalizar com a Associação campeã e iniciar outro projeto. Fui, então, convidada por aquele amigo para ser CEO do Programa de American Football do Cruzeiro Esporte Clube. Fui avaliar a proposta e ver as possibilidades.

Naquele momento em que toquei o vidro da arquibancada, minhas emoções explodiram dentro do meu peito. Minhas lembranças de cada dia ao lado deles vieram como um telão de cinema. As angústias das noites antes de cada jogo, a euforia de cada vitória, a ingratidão de cada entrega. Ali decidi aceitar o desafio. Ciente de que seria odiada e de que minha vida nunca mais seria a mesma.

Aceitei ser CEO do Programa de American Football do Cruzeiro Esporte Clube. Iniciei minha caminhada para construir o exército que carregaria o escudo do Cruzeiro no peito. Adentrei no campo de batalha mais sangrento e cruel da minha vida. Mas isso eu vou contar no próximo post.

“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”

Eu sou Doris Alcântara e esse é o seu Helmet ON.

Bjukas Ovais

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