O PROGRESSO TECNOLÓGICO NO SEGMENTO DA PESCA ESPORTIVA… E OS COMPRADORES COMPULSIVOS

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Nos meus muitos anos de pescador, que incluem 15 anos atuando como consultor e guia de pesca esportiva, eu sempre me revelei um comprador compulsivo de equipamentos. Varas, molinetes, tipos de linhas de pesca, alicates de contenção, e por aí vai.
Mas o que mais mexeu comigo foi quando entrei no mundo das chamadas Carretilhas de Perfil Baixo,  usadas na pesca com iscas artificiais. (Por falar em iscas artificiais, está aí um outro item onde já “nadei de braçada”, tal a quantidade e variedade de fabricantes e modelos).
Vamos porém nos manter nas carretilhas de perfil baixo, cuja sucessão de aquisições dá pra escrever meio caderno.
De acordo com meu orçamento e com a vontade de então, comecei com uma carretilha Pinnacle Elegance 13000. Uma boa carretilha, com corpo de alumínio, e fácil de regular, me prestou bons serviços por algum tempo.

Mas logo apareceu um lançamento da DAIWA,  a Advantage HST. Essa carretilha foi minha primeira com freio magnético, e também brilhou enquanto a tive (eu ainda não tinha percebido que a indústria de material de pesca lança frequentemente novos modelos não só pela melhora tecnológica de seus produtos, mas também para faturar, explorando a fraqueza de entusiastas como eu). E troquei a Pinnacle pela Daiwa Advantage.
A Marine Sports, empresa que começava a ocupar espaço no mercado de material de pesca esportiva,  lançou em seguida a  Contender, uma carretilha que era então sua top de linha, e cujo mecanismo era à prova de água salgada, e com maior capacidade de linha. Então, comprei a Contender, que se revelou uma boa carretilha. 
Eu já tinha ouvido falar da Shimano Curado Bantam, um pouco mais cara, mas de ótima qualidade, e de repente apareceu oportunidade de comprar uma, por preço mais acessível, e logo virei dono de uma carretilha que viria a ser a primeira de uma série com vários relançamentos, à medida que incorporava novas vantagens tecnológicas. Ótima carretilha, me deu muitas alegrias.
Com o acesso que temos hoje pela internet às informações desse mercado, com lançamentos seguidos de avaliações em sites especializados, eu descobri que na linha de carretilhas da Shimano, logo abaixo vinha a Citica, e que a modelo 200 D superava a Shimano Curado Bantam, e por um preço inferior. Então, comprei a Citica.  Carretilha de muito boa qualidade e recursos, também fiquei com ela um bom tempo.
Eu entrei então no modismo de carretilhas de peso mais leve, para ficar o dia inteiro lançando iscas artificiais nos tucunarés e outros peixes, e descobri na linha de carretilhas da Daiwa a Team Daiwa Viento, que atendia ao que eu procurava, porém com menor capacidade de linha. Fora isso, uma ótima carretilha, com freio magnético, como a grande maioria das carretilhas da Daiwa.
Surgiu em seguida o lançamento da Shimano Curado 200 E7, que veio a ser considerada a melhor da série Curado, robusta, macia, e com recolhimento 7.1, mais veloz. Aproveitei a boa vontade de um amigo que foi aos Estados Unidos, e comprei a minha Curado 200, que fez justiça à fama que a acompanhava. Ótima carretilha, ótimo custo/benefício.

Nessa altura eu já começava a me sofisticar, olhando detalhes  como carretilhas com rolamentos à prova de ferrugem, outras com corpo e tampas laterais em alumínio, etc., e tive a atenção despertada para a  Daiwa TD Zillion,  que veio a ser uma das carretilhas mais macias que já usei, além de muito resistente. Realmente, uma carretilha top de linha. Comprei a Zillion e achei que iria parar por aí, pois mesmo vendendo uma ou outra das que já possuía, estava sustentando um gasto com material de pesca que já não fazia tanto sentido. E me prometi que teria no máximo três carretilhas a um só tempo.
A pesca dos grandes tucunarés da Amazônia me atraía como um desafio, e notei que precisava de uma carretilha que comportasse uma linha multifilamento mais resistente (e portanto mais grossa) para essas brigas. E surgiu no mercado a Daiwa  Lexa 300, uma carretilha de maior capacidade de linha, e com poder de frenagem bem maior que as demais então oferecidas. Não resisti e comprei a Lexa 300, por sinal lançada com uma ótima relação custo/benefício.
O tempo passa, e a Quantum lança no mercado a  Smoke 150 HPT, uma carretilha que vinha  com rolamentos de ótima qualidade, capaz de arremessos excelentes, e também com estrutura e tampas laterais de alumínio, porém bastante leve com a tecnologia que estava incorporando. Depois de avaliar bem, resolvi trocar a Zillion  pela Smoke, e não me arrependi.
Hoje tenho três carretilhas no meu “arsenal”:  a Quantum Smoke,  a Daiwa  Lexa, e uma Daiwa Aird Coastal 100, carretilha menor que comprei para pescar traíras e tucunarés aqui na minha região (boa carretilha).   Mas não posso deixar de mencionar que tenho guardadas duas carretilhas Abu, que uso de vez em quando, e que têm sua própria história:
– Uma Abu Garcia Black Max  1600 C,  de perfil redondo, antiga e bem pequena. Essa carretilha é típica da qualidade Abu Garcia, muito durável, e faz bons arremessos apesar de ter só dois rolamentos, um em cada ponta do eixo do carretel.
– A outra é também uma Abu Garcia Ambassadeur  EON, um modelo que tem um forte mecanismo, diferente do usual das carretilhas Abu, e que não permaneceu no mercado porque foi construída com um material muito avançado para o seu tempo, que parece não ter agradado ao mercado. A carretilha é excelente, equivale em tamanho à Abu 6500, e já peguei com ela uma pirarara de 26 quilos que foi uma façanha (no rio Xingu, com corredeiras e equipada com uma vara de duas partes, de 30 libras). Mas essa já é outra história…

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