Rumo ao Bi!

Publicado em 2 ComentáriosAtlético Mineiro, Galo, Galo campeão, Sem categoria

Seremos campeões! A arrancada final será a partir do último terço do segundo turno. Precisamos começar bem. Bora pescar em Santos!

Foi um belo primeiro turno, sem dúvida. Uma recuperação espetacular. Mas como não lamentar quatro pontos jogados literalmente fora: ao menos 1, na derrota para o antepenúltimo lugar do campeonato, 2 naquele empate bisonho contra o Sport depois de estarmos vencendo por 4×2, e mais 2 contra o Figueirense. Vencer e perder é normal, por isto não lamento algumas derrotas nem super valorizo outras vitórias. Mas poderíamos demais estar em primeiro lugar, com uns dois ou três pontos de vantagem sobre o Palmeiras.

Acabo de ler com muita atenção a tabela do segundo turno. O primeiro terço será tenso! O segundo equilibrado; e o terceiro nos servirá para a arrancada final rumo ao tão sonhado, desejado, esperado e merecido bicampeonato brasileiro. Para isso, será fundamental dois aspectos: ao menos 90% de aproveitamento em casa, e duas ou três vitórias-chaves fora de casa: Santos, Antepenúltimo lugar no campeonato e Fluminense ou Botafogo. Daí poderemos até oscilar entre empates e derrotas fora de BH que o caneco será nosso.

Eu acredito! Acredito muito! Sinceramente, acho que chegou a nossa hora. E como “Aqui é Galo”, diferentemente dos últimos anos, a disputa seguirá cabeça a cabeça até o final. Intuo que somente na penúltima rodada a fatura estará liquidada  De agora em diante começo a contagem regressiva: 19,18,17, 16…

 

Uma vitória gigante! Uma vitória de campeão.

Publicado em 76 ComentáriosAtlético Mineiro, Campeonato brasileiro, Galo, Galo campeão, Lucas Pratto

Que maravilha! Foi de encher os olhos. Uma daquelas vitórias que nos fazem acreditar ainda mais no “eu acredito”. Marcelo Oliveira perfeito! Escalou bem e mexeu ainda melhor. Victor, apesar do gol do São Paulo (mais uma falha no ano!), foi um gigante no segundo tempo. Salvou como um santo. Fred apagado, mas brilhando o suficiente para fazer um pivô primoroso para Maicosuel marcar o gol de empate. Se o time não foi brilhante individualmente, taticamente foi admirável. E mostrou uma raça incrível, uma vontade franca de vencer. Agora um parágrafo à parte…

Taqueopariu, Lucas Pratto!! Você é um monstro, rapaz!! Que vontade é essa de jogar e ganhar? Que dedicação é essa à sua profissão e ao nosso Galão da Massa? E que gol foi aquele, Urso?!? Tabelar com zagueiro e engavetar a pelota daquele jeito, nem Pelé. Quem foi Maradona? Talvez Romário. Este sim. Ao lado do “Rei, rei, rei, Reinaldo é o nosso Rei” seria capaz de uma obra prima assim. Aliás, ele e o Ronaldinho Gaúcho, claro. Pratto, você é digno de ser chamado de mito! Por favor, fique aqui para sempre.

Agora é comemorar, descansar e não perder o foco na liderança. Quem sabe não a conquistamos na segunda, em BH, contra a Chapecoense? Mas até lá, felicidade pura. Valeu demais, Marcelo Oliveira. Valeu demais, time todo. Bora tomar uma!

Três anos do dia mais feliz das nossas vidas!

Publicado em 7 ComentáriosGalo campeão, Libertadores

Todos (com mais de 30 anos) se lembram de onde estavam em 11 de setembro de 2001, quando as Torres Gêmeas vieram abaixo. Se lembram também de onde estavam no 1o de maio de 1994, quando Ayrton Senna nos deixou. Nós atleticanos jamais nos esqueceremos de onde estávamos por volta de 00h35min da madrugada de 25 de julho de 2013. Praticamente no mesmo lugar onde sofri a minha primeira grande decepção com o Atlético, na fatídica disputa de pênaltis contra o São Paulo, pela decisão do campeonato brasileiro de 1977, eu vi o paraguaio Gimenez partir para a bola. O resto é história…

“LiBERTA(DORES) QUAE SERA TAMEM”

Meu Deus… Três anos! Tudo ainda tão vivo na memória, tão presente no sentimento que parece que foi ontem. Madrugada de 24 para 25 de julho de dois mil e Galo: Não sei se eu não te esqueci ou simplesmente ainda não parei de pensar em você. Na boa, chorei tanto que tô soluçando até hoje. Aliás, chorei não. Desidratei! Aquilo não foi um choro. Foi um tsunami lacrimal. Tão logo a bola beijou a trave direita do santo e eu só fiz sentar e chorar. Chorei tudo e mais um tiquinho que estava entalado n’alma desde os meus dez anos de idade. Escrevo agora, lembro os lances e choro sem parar! Haja lencinho de papel. Haja teclado à prova d’água pra guentá.

Chorei o 76, contra o Inter; o 77, contra o São Paulo e o 80, contra a dupla Aramengão. O 83, contra o Santos e o 85, contra o Coritiba. O 86, contra o Guarani, o 87, contra o Flamengo e o 91, contra o São Paulo de novo. Chorei o 94, contra o Corinthians, o 96, contra a Lusa e o 99, contra o Corinthians (outra vez). E o 2001, contra o São Caetano, o 2005, contra o Fortaleza e o 2012, contra a CBFlu. Chorei por causa da Libertadores de 81, da Conmebol contra o Rosário (4×4) e da Copa do Brasil contra o Botafogo. Chorei os Wright, Aragão, Simon e todos aqueles malditos juízes que impediram nossas conquistas anteriores. E também aqueles insistentes gols sofridos nos últimos dois ou três minutos dos jogos decisivos, que tantas vezes nos fizeram bater na trave, tal qual o pênalti do paraguaio Gimenez.

Vivi intensamente aquela Libertadores de 2013. Junto aos meus irmãos, sobrinhos e melhores amigos eu percorri quilômetros entre Argentina (duas vezes), São Paulo, Paraguai e até Tijuana, no México. Paralisei minha vida, esqueci o trabalho e ignorei minha família. Não fazia nada além de ir ao jogo da semana e esperar pelo jogo da volta. Noites insones, rezas solitárias e toneladas de vídeos no YouTube. Galo, Galo e mais Galo! Se valeu a pena? Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Certo, Fernando People?

Eu não poderia passar e deixar esta vida sem ser pai da minha pequena Sophia, marido da minha amada Adriana e filho da melhor mãe do mundo, a dona Miriam. Sim, leitor amigo, eu não poderia. Mas igualmente eu não poderia deixar de assistir àquele grandalhão desengonçado escorregar no além e beijar o gramado do Mineirão, aos 39′ do segundo tempo; àquele gol em câmera lenta do Léo Silva, logo em seguida; e nem àquela maldita baliza (a mesma dos pênaltis contra o São Paulo) se redimir da sua crueldade de 77, quando desviou três bolas para a geral do estádio; e muito menos de chorar — uma vez que fosse — de pura felicidade pelo meu amor maior: o glorioso e imortal Clube Atlético Mineiro.

Mil vidas eu vivesse, e mil vidas eu escolheria este mesmo momento para a minha sublime e derradeira memória antes da viagem final, rumo ao paraíso — que espero ser todinho preto e branco e ter anjinhos cantando: “Eu acredito! Eu acredito!”

Valeu, Papai do Céu!

Agora já posso morrer em paz. É contigo. Tá liberado. Quando quiser…