Suspensão a ar vira tendência no motor dianteiro; parabólica é nova opção

Publicado em Sem categoria

Ônibus montado sob o chassi Mercedes-Benz OF-1724L

Divulgação/Mercedes-Benz

Rio de Janeiro – Aplicada inicialmente no Move, o transporte rápido por ônibus (BRT) de Belo Horizonte, a suspensão pneumática para ônibus de motor dianteiro se populariza e ganha novas opções de modelos. Depois do OF-1724L, da Mercedes-Benz, e o B-270 F, da Volvo, agora é a vez da MAN oferecer a tecnologia – até então disponível apenas sob encomenda – no chassi Volksbus 17.230 OD, apresentado na Fetransrio’2014.

A favor do usuário, conta o maior conforto se comparado à tradicional suspensão por feixe de molas, caracterizada pelos fortes ruído e balanço. Na contramão dos conjuntos mecânicos dotados de bolsões de ar, até 16% mais caros que o modelo convencional, a Iveco, por outro lado, aposta nas molas parabólicas prometendo o mesmo desempenho com um acréscimo de valor de apenas 0,3%. Agrale e Scania permanecem fora do novo mercado, ainda sem perspectiva de concorrência.

A suspensão a ar, aponta a MAN Latin América, alia “maior conforto com a economia e o desempenho de um veículo já consagrado no mercado” – o motor frontal. A nova versão do chassi 17.230 mantém o motor MAN D08 de quatro cilindros (único do segmento que opera sem necessidade de Arla 32) e a transmissão ZF 6S 1010 de seis velocidades, aliados a um novo tanque de combustível com bocal reposicionado para facilitar o acesso ao abastecimento e novos conjuntos de freios de 410 mm. O câmbio automatizado V-Tronic é opcional.

No mercado mineiro, diversos frotistas já apostam no conjunto (utilizado em ônibus de motor traseiro desde a década de 1980), como uma tendência que veio para ficar, em substituição às molas.

Iveco aposta na suspensão parabólica no 170S28

Divulgação/Iveco

O que será um desafio a mais para a Iveco Bus, divisão da marca italiana sediada em Sete Lagoas que acaba de desembarcar no Brasil. Para convencer que as molas parabólicas são tão confortáveis quanto a suspensão pneumática, a marca aposta na manutenção. A tecnologia é um dos opcionais do 170S28, motor dianteiro de 17 toneladas equipado com o motor N67 de 280 cv (cavalos) da FPT que vem de série com molas semi-elípticas em duas configurações: urbano (170S28U) e fretamento (170S28F). A transmissão é ZF, manual, de seis marchas. “O custo de manutenção desta suspensão é menor, e o preço de compra também. Garantimos a mesma capacidade de operação dos similares com suspensão a ar,” afirma o responsável da Iveco Bus pelo projeto do chassi, Ricardo França.

Na primeira etapa de testes, o novo chassi da Iveco bus percorreu mais de 1,2 milhão de quilômetros para validação dos componentes. A segunda etapa teve fim em agosto e foi executada por empresas do transporte de passageiros, como a São Gonçalo de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Foram percorridos mais 600 mil km.

Câmbio automatizado

O segmento de ambos os modelos (chassis de 15 a 17 toneladas) é um dos maiores do transporte de passageiros – com emplacamentos superiores a 10 mil unidades ao ano –, o que incentiva o desenvolvimento de novas tecnologias. O câmbio automatizado é outra forte tendência: além do chassi da MAN/Volksbus, o recurso passou a ser oferecido no Mercedes-Benz-OF-1724. Desenvolvido especificamente para uso em ônibus, o modelo SmartShift de seis marchas baseia-se numa caixa mecânica convencional, com o sistema eletrônico inteligente fazendo a escolha da melhor marcha para cada situação de operação. Não há pedal de embreagem e pode-se optar por trocar as marchas entre um modo manual e um automático.

Câmbio automatizado SmartShift da Mercedes-Benz

Divulgação/Mercedes-Benz

Além do maior conforto para o motorista e segurança contra eventuais erros na operação, a Mercedes-Benz aponta redução no tempo de treinamento dos condutores do veículo. O motor é o OM 926 LA de seis cilindros, 7,2 litros e 238 cv. 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *