Ônibus elétrico da BYD será testado pela BHTrans

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Fotos: Divulgação/BYD

Depois de São Paulo, Rio, Salvador, Palmas, Sorocaba, Piracicaba, Campinas e por último Brasília, Belo Horizonte pode ser a próxima cidade brasileira a ter o ônibus elétrico da BYD nas ruas. A BHTrans foi convidada pela marca chinesa e irá testar a tecnologia em uma das duas unidades disponibilizadas à orgãos gestores do Brasil. A apresentação faz parte da estratégia da Build Your Dream Company Limited, que acaba de anunciar a construção da primeira fábrica latino-americana – em regime de CKD (montagem de componentes importados) – em Campinas, interior paulista. Ônibus elétricos, contudo, não são novidade por aqui: os trólebus (coletivos conectados à rede elétrica) foram utilizados na cidade até 1963 e só não voltaram a circular na Avenida Cristiano Machado, na década de 1980, por entraves políticos.

O teste do ônibus elétrico, afirma a BHTrans, “faz parte da diretriz de avaliação constante da novas tecnologias e alternativas para o transporte público”. As unidades importadas tem 12 metros de comprimento, 2,55m de largura, 3,36m de altura e capacidade de inclinação de 15%, o que pode limitar a operação em BH à linhas específicas, devido a topografia acidentada da região sul. A unidade que será oferecida à BHTrans circula hoje em Brasília.

K9, um dos modelos elétricos da BYD

Como principais atrativos, a BYD aponta que o elétrico chinês apresentou boa relação custo/benefício em pesquisa internacional sobre mobilidade não poluente. O busão é equipado com baterias de fosfato de ferro e tem autonomia de 250 quilômetros. Não há emissão de poluentes e o nível de ruído é ínfimo. “Das 16 diferentes tecnologias de ônibus avaliadas em quatro cidades da América Latina (Rio de Janeiro, São Paulo, Santiago e Bogotá), o BYD teve o melhor desempenho, apresentando redução de 81% no consumo energético e redução de 75% no custo operacional além de menor custo manutenção e poucas adaptações nas garagens”, afirmou a marca chinesa.

Leasing para as baterias

Prevista para operar em 2015, a fábrica de 20 mil metros de área construída em Campinas montará, além dos ônibus elétricos, as baterias de fosfato de ferro. O local abrigará um centro de pesquisa e desenvolvimento voltado à América Latina, como parte do ambicioso plano da BYD de produzir localmente uma ampla linha de chassis para ônibus no Brasil, nos segmentos de 8 (micro-ônibus) a 18 toneladas, além de caminhões.

A comercialização dos coletivos terá um plano de leasing específico para as baterias, com a promessa de um custo médio mensal semelhante ao consumo dos ônibus movidos a diesel. Com isso, a BYD planeja um custo operacional próximo aos dos coletivos já oferecidos no mercado – a bateria representa boa parte do custo de um veículo elétrico – algo inédito e por isso, desafiador. “A planta industrial terá capacidade de produção de 500 a 1.000 unidades de ônibus e baterias por ano. Temos ainda interesse em fabricar células de baterias e chassis para ônibus elétricos”, apontou o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li.

Caio-Induscar e Marcopolo foram contactadas para o desenvolvimento de carrocerias para o chassi elétrico a ser montado no país. Os novos modelos, de acordo com exigência da BYD, deverão ter estrutura de alumínio. O acordo, porém, ainda não foi oficializado entre as partes.

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