Falha mecânica quase incendeia outro ônibus articulado do BRT/Move

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Foto: César Reis/Ônibus Brasil

Um novo caso de incêndio foi registrado em um articulado do BRT/Move, em circunstâncias parecidas às que culminaram na perda total de um coletivo em operação na linha 61 (Estação Venda Nova/Centro – Direta), na Av. Pedro I, em março do ano passado. Desta vez, contudo, o ônibus Caio Millenium BRT chassi Mercedes-Benz O-500 MA de prefixo 10798 (foto acima), teve as chamas controladas e não foram registrados danos. O veículo foi retirado de circulação e aguarda laudo dos fabricantes.

Responsável pela fabricação do chassi, a Mercedes-Benz alega que o foco foi um chicote na articulação do veículo – onde há uma rótula e fiação elétrica sob a sanfona que une os dois vagões. A área é a mesma apontada por testemunhas do incêndio anterior como ponto onde o fogo começou. Embora a análise não tenha sido concluída, a marca sustenta de antemão que enviou um técnico para estudar o caso e o problema não é de sua responsabilidade. Já a Caio-Induscar, que produziu a carroceria, afirma que tratou-se de um problema pontual, “sem impacto e prontamente resolvido”. Por fim, ressalta que ainda não tem informação sobre a origem do problema.

No caso anterior, fogo começou na articulação

O coletivo pertence à Viação Jardins (do grupo Saritur), mesma proprietária do articulado incendiado em 2014: um Marcopolo Viale BRT também de chassi Mercedes-Benz O-500 MA. A empresa se limitou a dizer que não está ciente do novo caso. Anteriormente, a carroceria do ônibus – que foi consumida pelas chamas e teve perda total –, foi resposta por outra totalmente nova pela Marcopolo, que na época declarou perícia inconclusiva. Caso tivesse sido constatado problema de fabricação, a BHTrans e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) exigiriam um recall.

Articulado da linha 61 foi consumido pelas chamas e a carroceria, substituída

Marcos Vieira/EM/D.A Press

Cofre do motor

Apontada pelo Estado de Minas antes mesmo do início da operação do BRT/Move, a tendência ao superaquecimento do O-500 MA também levou algumas empresas da capital a adaptar uma grade de refrigeração lateral para os articulados Mercedes-Benz. A falha chegou a paralisar parte da frota do Transoeste, primeiro corredor do Rio de Janeiro. A explicação dada pelo fabricante de chassi na época foi de que o corte da grama ao longo da margem do BRT e o compressor do ar-condicionado levavam ao aquecimento do radiador e do compartimento do motor, respectivamente.

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