Exposição resgata transporte de BH nas décadas de 1950 e 1960

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Fotos: Bruno Freitas/EM/D.A Press

Belo Horizonte completou 117 anos. E também ganhou de presente um resgate, ainda que breve, à história do transporte coletivo – sobretudo nas décadas de 1950 e 1960. Exposição e palestra na noite de ontem, no espaço Nova Acrópole, no Lourdes (Região Centro-Sul), mostrou parte do acervo de miniaturas de ônibus do engenheiro eletricista aposentado Carlos Humberto Antunes de Siqueira.

Fundador do Ônibus Brinquedo Artesanal (OBA), que até três anos atrás produzia as réplicas sob encomenda, Carlos tem na memória um passado desconhecido para a maioria dos belo-horizontinos. Um período marcado pelas jardineiras e os primeiros ônibus de frente plana, montados sob chassis da inglesa Aclo, das norte-americanas Chevrolet e Ford, das alemãs Mercedes-Benz e Magirus-Deutz, e também dos trólebus e sua rápida passagem pela capital.

Trólebus adotados na capital em 1963

Bondes

Modelos de ônibus da década de 1970

Até 1982, ano da implantação do sistema de cores nas linhas de ônibus (Probus), cada empresa tinha os seus próprios tons na frota e consequentemente, identidade. Fiel e meticuloso, Carlos reproduz tudo em detalhes nos pequenos ônibus feitos de madeira (PVC) e papel.

Entre as réplicas expostas estavam modelos históricos, como o primeiro micro-ônibus fechado, de cor cinza – pertencia a um dos vários autônomos da linha de Santa Efigênia. E também do primeiro e único ônibus de motor traseiro de Belo Horizonte na década de 1950, de cor verde, da Viação São Cristóvão. Há ainda o Camões, modelo inglês com cabine separada para o motorista, muito utilizado no Rio de Janeiro.

Carlos, com o Chicotur (Ciferal 1965 hoje pertencente à particular)

A paixão de Carlos por ônibus vem desde os sete anos, quando ele saia do grupo escolar, em Santa Tereza, para admirar os veículos da época.

O processo de criação consiste, além da própria memória, de fotos e documentos. Entre elas, imagens do acervo do Estado de Minas. Na sequencia, o molde do modelo do ônibus é desenhado no papel, digitalizado e cortado sob a madeira, onde é colado.

Jardineiras da década de 1950

Entre a frota está o inglês Camões (primeiro à esquerda, abaixo)

Um belo resgate de um transporte que não volta mais.

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