Estreia do Move metropolitano é desastrosa

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Cobrança repetida da tarifa durante a integração, falta de informação, ônibus lotados em pleno sábado. Estes foram apenas alguns dos problemas enfrentados por usuários de ônibus da RMBH no primeiro dia do Move metropolitano. Diferentemente do Move urbano, anunciado e planejado em etapas pela BHTrans, o sistema que substituiu 35 linhas vermelhas em direção ao Hipercentro prometendo agilidade e conforto, começou marcado pela completa desorganização.
Das quatro novas linhas troncais que complementam o trajeto pelo corredor da Avenida Cristiano Machado, apenas as duas até a Avenida Santos Dumont (400C, direta; e 401C, paradora), funcionaram plenamente durante todo o dia. Quem desejava ir para a Cidade Industrial ou vice-versa, teve de esperar muito tempo no ponto ou ficou para trás: as duas linhas que atendem o itinerário (405R e 406R) circularam em apenas três horários pela manhã.

Confusão e muita falta de informação no sábado…

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press

… e pouco movimento hoje, na Estação São Gabriel

Fotos: Adão Marcelino/Ônibus Brasil

Como se não bastasse o desconhecimento do funcionamento do BRT pelos próprios monitores presentes na Estação São Gabriel, uma quinta nova linha troncal entrou em operação sem qualquer aviso, pegando os usuários de surpresa. A 512H, que deveria interligar a Estação Vilarinho aos Hospitais, como opção à três linhas existentes que deixaram de atender a região, rodou apenas a partir da estação de transferência (ET) do Minas Shopping. 
Ou seja, quem utilizava as linhas 4450 (Santa Luzia/Belo Horizonte – executiva), 4872 (Ravena/Belo Horizonte) e 4887 (Antônio dos Santos/Belo Horizonte), que iam direto até os Hospitais, teve de embarcar em três ônibus para chegar ao destino final (sendo dois BRTs): um alimentador até a Estação São Gabriel, uma das duas linhas troncais até o Centro (400C ou 401C) e, por fim, a 512H – linha que sequer chegou a ser anunciada até mesmo à imprensa.

 

Linha 512H surgiu sem aviso e funcionou parcialmente

Apenas uma plataforma da Estação São Gabriel, em obras, funcionou, criando um grande acúmulo de pessoas na integração entre as linhas originárias de Caeté, Jaboticatubas, Nova União, Sabará, Santa Luzia e Taquaraçu de Minas e o Move metropolitano. 

Teve passageiro que chorou de desespero por não saber como seguir viagem.
Além das falhas básicas de planejamento, ficou evidente a falta de preparo de operadores (motoristas e cobradores). A maioria não soube informar o transbordo ao BRT. Alguns erraram o caminho na entrada da Estação São Gabriel e furaram paradas nas estações de transferência (ETs) ao longo do trajeto. Para completar, houve problemas técnicos nas catracas da Estação São Gabriel, que cobraram segunda tarifa no transbordo para o BRT, nas portas das ETs e em alguns dos ônibus, que não abriram completamente.
A desorganização chegou a tal ponto que os próprios usuários questionaram as falhas aos cerca de 40 monitores da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) presentes na estação. Na internet, o site do Move metropolitano também não informava sobre nenhuma das novas linhas. A desastrosa operação gerou grande repercussão nas redes sociais, com uma enxurrada de críticas nos fóruns de discussão sobre o tema.
Nesta segunda-feira, primeiro dia útil de operação, caso não seja adotado um plano emergencial, a previsão é de caos para quem agora depende do Move metropolitano.
PONTOS URGENTES DE CORREÇÃO
Informação
Sobre a integração (tarifária e física) do BRT
Sobre a mudança nas linhas (quais foram extintas e quais foram criadas)
Treinamento 
De monitores da Setop
De operadores (motoristas e cobradores)

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