Empresas renovarão 11,53% da frota de ônibus de Belo Horizonte em 2016

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Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Em meio à discussões sobre os dois últimos reajustes de tarifa, os quatro consórcios que operam o transporte coletivo por ônibus de Belo Horizonte renovarão 11,53% da frota de 2.947 coletivos ao longo de 2016. O blog apurou junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) que serão incorporados pelas 40 empresas operadoras 340 ônibus convencionais novos, que substituirão a frota já circulante. A atualização não inclui os veículos do tipo padron e articulados do sistema Move, o que possibilitaria a implantação de linhas pendentes do sistema BRT, inaugurado no início de 2014. Com a substituição, 100% dos coletivos da capital mineira passarão a ter elevador destinado ao atendimento de portadores de necessidades especiais – índice já atingido em cidades do interior de Minas, como em Divinópolis, na região centro-oeste do estado. Já há novos veículos em circulação em linhas como a 101 (Aglomerado Santa Lúcia) e a 4103 (Aparecida/Mangabeiras).

A renovação dos ônibus convencionais, segundo o Setra-BH, ocorrerá nas garagens de todas as 40 empresas que operam o transporte coletivo municipal e “em praticamente todas as 341 linhas”. São realizadas em média 730 mil viagens/mês, percorrendo 14 milhões de quilômetros e transportando 36 milhões de passageiros.

No fim de janeiro, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais para suspender o primeiro aumento de tarifa do ano passado, quando o valor médio, da maioria das linhas (perimetrais, diametrais, semi-expressas e também do Move), foi de R$ 3,10 para R$ 3,40. O último reajuste de tarifa ocorreu em 3 de janeiro, quando a passagem passou a custar R$ 3,70. Conforme mostrou o Estado de Minas, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) prometeu entrar com nova ação civil pública contra o mais recente aumento. Em BH, 80% das linhas se enquadram nas de tarifa de R$ 3,70, 18% nas de tarifa de R$ 2,65 e 2% nas de tarifa de R$ 0,85.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press Em janeiro, manifestantes percorreram ruas do Centro e do bairro de Lourdes contra o aumento da tarifa
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press Em janeiro, manifestantes percorreram ruas do Centro e do bairro de Lourdes contra o aumento da tarifa

Investimento Cada novo ônibus convencional adquirido terá custo final – após a instalação dos equipamentos e tecnologias –, de cerca de R$ 300 mil. Os valores dos ônibus das linhas do BRT/Move giram em torno de R$ 400 mil, no caso dos ônibus do tipo padron, e de R$ 750 mil nos articulados. O Setra-BH salienta, contudo, que não há haverá inclusão de novos veículos padron e articulados no sistema, em razão da aquisição recente daqueles que se encontram em operação – o que não justifica o adiamento na implantação de linhas pendentes do Move.

6 comentários para “Empresas renovarão 11,53% da frota de ônibus de Belo Horizonte em 2016

  1. Seria interessante o blog analisar se a renovação de frota já não está prevista em contrato. Pelo modo como está escrito, da a entender que as empresas querem o bem da população, renovando as frotas.

    1. Muito bem colocado, Ana Luísa. O contrato prevê que os veículos convencionais fiquem no sistema por 10 anos. Há variação para os micros de favelas (que não são Suplementar) que possuem tempo de 8 anos, para os Move Articulados que são 15 anos.

      A maioria dos veículos que será retirada de circulação em 2016 são veículos que completaram 10 anos de idade. Óbvio que existem empresas que renovam independente do vencimento (ex. Grupo Rodopass, que tem idade média em 3 anos) para manter frota mais nova que representa recebimento maior e custo menor.

      Além disto, nosso órgão gestor – BHTRANS – está obrigando as empresas para retirar TODOS os veículos SEM elevador do sistema ainda em 2016.

      Logo, a maioria das pouco menos de 40 empresas registradas nos 4 consórcios estão apenas e tão somente cumprindo o que o contrato e o órgão gestor determinam.

  2. Realmente muitas linhas precisa urgente de novos carros, tem muitas com mais de 5 anos de uso, mas algumas substituições atuais estão sendo com carros menores com capacidade de passageiros sentados de 25, 10 a menos que os atuais, a BH TRANS deveria determinar as empresas a trabalhar somente com 03 tipo de padrão de Carroceria: MARCOPOLO, CAIO e NEOBUS, POIS COMIL E MASCARELO FORA DE PADRÃO QUALIDADE E CONFORTO INTERNO.

  3. Fico cada vez mais indignado com a qualidade do transporte urbano coletivo. Os motoristas não tem a menor consideração e educação com os passageiros. Dirigem como se estivessem sozinhos na máquina ou transportando bois. Arrancam abruptamente, freiam forte, fazem curvas em velocidade e que se danem os seres humanos que estão lá atrás. O riscos de ferimentos e até mortes dentro dos onibus são grandes, principalmente em idosos e crianças. O poder público parece não se preocupar com isto. Nunca vi campanhas de educação inclusive com treinamentos para motoristas. Os carros ainda utilizam chassi de caminhão, duros. Passaram 60 anos e nisto não alterou em nada. Se olharmos os onibus de 50 anos atrás, parece que não mudou muita coisa. Esta faltando respeito das empresas e das autoridades para com os passageiros. Também não vejo mobilizações de estudantes e outros grupos sociais reivindicando fortemente nas ruas mais segurança e conforto no transporte. É uma pena esta miopia. Só enxergam passe livre.

  4. Gostaria que a Bhtrans transformasse a linha 8401 em linha do MOVE. A única via importante sem o MOVE é a Rua Padre Eustáquio. Então, porque não transforma-la para beneficiar a população da região?

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