E lá se vai parte da história da Transnorte…

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As chamas, certamente criminosas, que consumiram 47 ônibus já retirados de circulação da Transnorte, em Montes Claros, destruíram importante parte da história da principal empresa de transporte de passageiros do norte de Minas Gerais. A maior parte da frota, transferida para o lote onde ocorreu o incêndio depois da mudança na administração da Transporte e Turismo Norte de Minas Ltda, rodou durante décadas pelas estradas mineiras.

Alguns dos veículos em questão foram produzidos no fim da década de 1980, caso dos Marcopolo e Nielson Mercedes-Benz OF-1113 e Scania K-112 CL, só tendo sido retirados de circulação nos últimos anos.

Foto: Corpo de Bombeiros de Montes Claros/ Divulgação

Em meio à iniciativa de empresários mineiros em restaurar ônibus como estes, foi despediçada a chance de se conservar, futuramente, ao menos um acervo. Da antiga frota, só foram conservados a jardineira Chevrolet 1963 mantida pela empresa e um Marcopolo OF-1113 ano 1986, cedido à Apae de Montes Claros no projeto Maria Vitória Transportando Tesouros.

Cabe às autoridades investigar as causas o mais rápido possível, identificando os responsáveis por este atentado à história do transporte no estado.

Mudança de comando

Fundada em 1971 pela família Sapori, a Transnorte passou ao controle da Saritur em julho do ano passado, conforme noticiou o Estado de Minas. No processo de incorporação, o grupo sediado em Belo Horizonte adquiriu mais 40% das ações da companhia norte-mineira, totalizando 70% de participação, o que lhe garantiu o controle administrativo.

Uma das medidas adotadas pela Saritur foi justamente a transferência dos ônibus já baixados da garagem central para o local do incêndio – um lote/pasto protegido apenas por cercas de arame farpado, num bairro residencial.

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