Crescimento acelerado de ônibus incendiados preocupa empresas de Belo Horizonte

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Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

O crescimento acelerado do número de ônibus queimados em manifestações e atos de vandalismo acende o alerta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), em meio ao deficit operacional acumulado nos últimos anos. Embora preveja uma margem de depredação dos veículos na composição de custos, o setor amarga prejuízos de R$ 3,2 milhões apenas com os incêndios na frota. Nos últimos 10 anos, 37 coletivos tiveram perda total – 34 apenas de 2010 a 2015.

Além da perda material, os incêndios colocam em xeque a segurança operacional do sistema – tanto para o usuário quanto para os operadores (motoristas e cobradores) – e a regularidade dos horários das viagens, uma vez que há menos veículos nas ruas. Na melhor das hipóteses, o tempo mínimo de reposição de um coletivo numa linha é de 150 dias. Não há seguro para a frota.

“Todo ônibus incendiado deve ser substituído e a substituição demanda tempo para que se faça a cotação de preços no mercado e a aquisição de veículo novo. Além disso, deve ser considerado o tempo necessário para entrega do veículo pelo fabricante, a vistoria e o emplacamento”, alega o Setra-BH.

No ano passado, excetuando os incêndios, dois terços da frota de 2.947 ônibus de Belo Horizonte (1.934 coletivos) tiveram de passar por algum tipo de reparo em função de depredação.

Em março, três ônibus foram parcialmente destruídos na Av. Raja Gabáglia

Fotos: Marcos Vieira/EM/D.A Press

FROTA PERDIDA

2005 – 1 ônibus incendiado

2006 – 2 ônibus

2010 – 3

2011 – 6

2012 – 3

2013 – 6

2014 – 8

2015 – 8

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