Cinco razões que “mataram” a linha turística de BH

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Fotos: Cristina Horta/EM/D.A Press

O fim da linha ST-01 (Circuito Turístico Centro-Sul) no sábado apenas confirmou o que os (poucos) usuários e a própria BHTrans já sabiam: o fato de Belo Horizonte e o serviço não terem atrativo turísticos logo o tornariam inviável. Desde o início os coletivos circulam vazios (média de dois a seis passageiros por viagem, no máximo), acarretando consequente prejuízo financeiro às duas empresas de ônibus que permaneciam na operação. Indicativo do insucesso já havia vindo em outubro do ano passado, quando o funcionamento foi restringido aos fins de semana e feriados. Para tentar entender melhor o case da linha e torná-lo exemplo a não ser seguido, o blog elenca as cinco razões que a “mataram”:

1 Belo Horizonte não é uma capital de tradição turística

Apesar do sucesso estrondoso dos seis jogos da Copa do Mundo’2014, BH continua sem grande apelo para o turista que vem à Minas Gerais. No melhor dos casos, serve de ponto de passagem para quem vai conhecer Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes ou outros destinos turísticos próximos.

2 Pouquíssima divulgação da linha

A BHTrans divulgou a ST-01 apenas no início da operação (em junho de 2014) e em poucas mídias. Muita gente só tomou conhecimento do serviço ao ser extinto.

3 Modelo de ônibus fechado

Foram aproveitados coletivos do serviço executivo (apelidado de Frescão), totalmente fechados e que não oferecem aproximação do turista aos pontos visitados. O modelo correto seria o de Sightseeing, adotado em capitais como Curitiba e Salvador, por exemplo, onde o usuário tem a opção de viajar em dois níveis – o mais acima, ao ar livre e com visão panorâmica.

4 Cobrança repetida

Para chegar à determinado ponto turístico, o usuário era obrigado a descer do ônibus. Ao embarcar novamente tinha de pagar nova passagem no valor de R$ 4,75. E assim sucessivamente, toda vez que quisesse conhecer determinado local. Um único cartão de valor único que pudesse ser utilizado ao longo de todo o dia resolveria o problema e tornaria o serviço muito mais interessante.

5 Pampulha fora do roteiro

O percurso da linha ST-01 atendia apenas os pontos da região central (Praça da Estação, Mercado Central, Praça da Savassi, Museu Histórico Abílio Barreto e Parque das Mangabeiras) deixando de fora, pasmem, o maior atrativo turístico da capital mineira: o conjunto arquitetônico da Lagoa da Pampulha. Uma segunda linha turística com destino à Pampulha até chegou a ser cogitada pela BHTrans. Mas depois dessa, seria muito difícil acreditar nela…

Prefeito Marcio Lacerda (esq) participou do lançamento, em 11 de junho

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