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Gustavo Fonseca é Cofundador do Doutor Multas. Criado há 9 anos com o objetivo de ajudar os motoristas, já evitou que + de 5.200 clientes perdessem a CNH com consultoria administrativa personalizada. É dedicado a disseminar conteúdo relevante para conscientizar as pessoas sobre as Leis de Trânsito.

Por que os semáforos no Japão são azuis e não verdes?

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Você sabe quando surgiu o sinal de trânsito?

O primeiro sinal luminoso da história usado com finalidade de orientar os usuários de trânsito foi criado em 1868, na cidade de Londres, capital da Inglaterra.

Esse semáforo consistia em um aparelho que tinha dois braços que se movimentavam e eram acionados devido à movimentação de cabos com suporte em uma torre. Esse aparelho abrigava duas lâmpadas de gás, sendo que uma luz era vermelha e a outra verde.

Certamente, há 149 anos, o trânsito não parecia em nada com o tráfego conturbado que presenciamos atualmente nas vias públicas. Por isso, para acompanhar a evolução da sociedade no passar do tempo, a sinalização de trânsito também passou por diversas transformações e acabou transformando-se em um dos mais sofisticados aparelhos de sinalização que conhecemos atualmente.

Também chamado popularmente de sinal, sinaleira e farol, o semáforo de que dispomos na atualidade é geralmente formado por três círculos de luzes coloridas. A linguagem utilizada por esse jogo de luzes (cada luz tem uma cor que representa uma função específica) é bem simples e, por isso, também de fácil compreensão.

As três cores e suas funções:

  • Verde: informa que o cruzamento está livre para passagem. No entanto, a cor verde piscando possui diferentes sentidos, conforme a região: pode apontar o término de uma “onda de sinais verdes”, precedendo um sinal amarelo contínuo; também pode anteceder o cruzamento com uma passagem de pedestres, como acontece na Colúmbia Britânica, por exemplo.

 

  • Amarelo: mostra que a passagem está quase sendo fechada. Geralmente, é usada somente para o tráfego de automóveis. É possível que, durante a madrugada, alguns semáforos apenas pisquem com luz amarela, a fim de solicitar cuidado na travessia. Isso porque muitos condutores, por terem medo de assaltos na via durante a noite, não respeitam o sinal vermelho. Logo, o sinal amarelo piscando intervalado evita a preocupação do condutor em relação a outra via de cruzamento que, se estivesse em uma sinalização normal, estaria sinalizando a cor verde.

 

  • Vermelho: Informa que a travessia pelo cruzamento está temporariamente fechada. O sinal vermelho, quando está piscando, adquire um valor de sinal de “pare”, podendo, inclusive, apontar que a estrada está interrompida. No caso da França, é colocado o sinal vermelho piscando defronte cruzamentos com vias férreas, pistas de aeroportos e na frente de pontes móveis.

O motivo da escolha dessas três cores, aceitas mundialmente, é fácil de entender. Na natureza, a cor vermelha representa aviso, perigo ou alarme, utilizadas, inclusive, por alguns animais como autodefesa para impor medo aos seus predadores ou inimigos naturais. Para o homem, esse significado é muito parecido, pois a cor usada em placas de avisos de perigo, alerta, tratamento hospitalar, campanhas em prol da saúde geralmente é vermelha.

Semáforo

De acordo com a teoria das cores, a cor mais contrastante com a vermelha é a verde. Logo, por elas serem consideradas opostas, elas também adquirem essa função antagônica no semáforo. Por exemplo, enquanto a cor verde indica “siga”, a vermelha indica “pare”.

A cor amarela, por sua vez, por ter um comprimento de onda muito extenso (superada apenas pela cor vermelha e laranja), proporciona, ao tráfego, uma maior capacidade de distinção entre as cores vermelha e verde.

Ainda em relação à cor vermelha, os semáforos adotam uma uniformidade em todos os países. Por exemplo, na disposição das luzes, a vermelha sempre fica acima ou à esquerda. Essa medida foi adotada para facilitar a identificação da sinalização pelas pessoas que apresentam alguma afecção na visão para a cor verde e vermelha, ou seja, as que têm algum grau de daltonismo.

Em quase todos os países, as cores para a sinalização luminosa do trânsito serão sempre estas: vermelho (“pare”), amarelo (“atenção”) e verde (“siga”).

No Japão, entretanto, alguns semáforos trocam a cor verde pela cor azul. Essa é uma característica bem antiga do país e a explicação para esse fenômeno é bem curiosa.

A língua japonesa do passado integrava apenas quatro palavras para nomear as cores: preto, branco, azul e vermelho. Logo, para se referir a algo de coloração verde, as pessoas usavam o termo azul, que era a tonalidade mais próxima de que eles dispunham.

Portanto, se você for para o Japão e se deparar com essa diferença de cores em alguma sinalização de trânsito, lembre-se que essa troca é perfeitamente aceitável nesse país. Trata-se de resquícios de uma tradição que se manteve nesses lugares e continua ativa entre os usuários do trânsito.

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5 thoughts to “Por que os semáforos no Japão são azuis e não verdes?”

    1. Bom Dia! conforme informamos em nossos artigos; (…)A língua japonesa do passado integrava apenas quatro palavras para nomear as cores: preto, branco, azul e vermelho. Logo, para se referir a algo de coloração verde, as pessoas usavam o termo azul, que era a tonalidade mais próxima de que eles dispunham. Abraços

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