Skip to main content
 -
Gustavo Fonseca é Cofundador do Doutor Multas. Criado há 9 anos com o objetivo de ajudar os motoristas, já evitou que + de 5.200 clientes perdessem a CNH com consultoria administrativa personalizada. É dedicado a disseminar conteúdo relevante para conscientizar as pessoas sobre as Leis de Trânsito.

Acidentes de trânsito e traumas na face

Compartilhe nas redesShare on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin

A cabeça é composta por 28 ossos que são unidos por meio de estruturas denominadas suturas. Quando a face é envolvida por traumatismos, os ossos se fraturam para dissipar as forças de impacção para que, assim, não cheguem ao encéfalo e causem danos maiores. Os acidentes automotivos são as maiores causas de traumatismos faciais.

Acidentes de trânsito ocorrem de forma inesperada e podem ocasionar graves consequências à integridade física dos passageiros, que quando não estão usando o cinto de segurança correm o risco de ter fraturas ainda piores.

As lesões da face são comuns nesse tipo de acidente e podem causar deformidades estéticas e funcionais no rosto, sendo necessários reabilitações e tratamentos especializados. Uma forma de prevenir e diminuir os riscos de sequelas sérias é o uso do cinto de segurança.

O Código de Trânsito Brasileiro – Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997 – determina, no seu art. 65, a obrigatoriedade do cinto de segurança para motoristas e passageiros.

O hábito do cinto de segurança

Infelizmente, o hábito de usar os cintos de segurança não faz parte do dia a dia de todas as pessoas. Ao associar o não uso dos cintos ao uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes por parte do motorista, os riscos se multiplicam.

Algumas pessoas usam o cinto somente com a ideia de que não usar pode ocasionar multas. Isso cria um hábito ruim, pois, a partir do momento em que essas pessoas se acham no controle da situação, o uso do cinto se faz opcional e os riscos aumentam.

Não basta criar leis e regulamentações, pois o que deve acontecer agora é a real aplicação dessas leis nas ruas e a propagação das ideias do porquê a lei existe. Segundo estudos, quem usa o cinto de segurança tem entre 50% e 80% mais chances de sobreviver ou evitar lesões graves em um acidente de trânsito.

Um grande equívoco é a ideia de que somente quem está em alta velocidade pode causar graves danos. Há relatos de crianças que são acometidas por traumas de face no momento em que os pais estão estacionando o carro na garagem de casa, o que é mais um indicativo de que o cinto e a cadeirinha devem ser utilizados em todos os momentos em que o carro está em movimento.

No Brasil, estudos sugerem que os acidentes de trânsito aparecem como principal fator etiológico para traumatismos faciais, sendo a maioria dos feridos do gênero masculino e da faixa etária de 20 a 29 anos. Tal fato pode ser explicado pelo maior número de homens atrás dos volantes, principalmente em rodovias, local em que o índice de acidentes costuma ser maior do que dentro da cidade.

Quais as consequências e os traumas

Os traumas de face são ocorrências comuns nos centros de urgência e emergência e podem variar de leves traumatismos a fraturas complexas que necessitam de tratamento cirúrgico. O profissional qualificado para o tratamento das fraturas faciais é o cirurgião bucomaxilo.

Na face, os traumas podem levar à perda da sensibilidade, cicatrizes, a alterações da visão, paralisia, dificuldades respiratórias, má oclusão e perdas dentárias.

Os ossos acometidos nesse tipo de acidente são diversos: o nasal, zigomático (região da maçã do rosto), maxila e os próprios elementos dentários. Porém, as regiões mais afetadas quando relacionadas aos acidentes de trânsito são a mandíbula e a região de parassínfise mandibular, que aparecem em até 70% dos casos de fraturas faciais.

As fraturas que envolvem múltiplos ossos, comumente associadas aos acidentes automobilísticos, quando não tratadas de maneira adequada, deixam o paciente limitado do convívio social. O tempo do trauma até o tratamento é fundamental para evitar complicações posteriores.

O primeiro procedimento quando os profissionais de urgência e emergência encontram acidentados de trânsito é garantir a vida dos envolvidos, tratando possíveis lesões vitais. Os ferimentos da pele podem, em sua maioria, ser tratados por meio de anestesia local, limpeza e sutura da região.

Análises clínica e laboratorial são fundamentais para definir qual a melhor conduta e prognóstico para esses pacientes. Geralmente, as fraturas são tratadas em procedimento cirúrgico 3 a 7 dias após o trauma e os ossos fragmentados são estabelecidos por meio de fixação com mini ou microplacas e parafusos de titânio.

O tratamento inadequado desse tipo de lesão pode ocasionar sequelas difíceis de serem corrigidas posteriormente, tornando-se irreversíveis.

Os traumas faciais são uma das inúmeras consequências que os acidentes automobilísticos podem ocasionar. A melhor maneira de evitá-los e se prevenir é a conscientização de que o trânsito é lugar arriscado e deve ser tratado com muita responsabilidade. O uso de cintos de segurança ainda é a melhor maneira de garantir a sua vida e a sua integridade dentro de um carro em movimento.

Veja também:

Implantes dentários

Próteses dentárias fixas

Compartilhe nas redesShare on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.