Lula e Bolsonaro participam de atos no Dia do Trabalho

Os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para a Presidência, o ex-presidente Lula (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), participaram de atos no domingo (1) em comemoração ao Dia do Trabalhador. Os atos mais significativos realizados por apoiadores do presidente Bolsonaro ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, enquanto os realizados por apoiadores de Lula ocorreram em São Paulo e no Rio. O público das manifestações não foi estimado, mas foi aquém do esperado pelos organizadores.

O presidente Bolsonaro não discursou na manifestação em Brasília, mas conversou brevemente com seus apoiadores na Esplanada. No entanto, Bolsonaro participou de forma mais significativa através de uma transmissão exibida no ato de São Paulo. Em contraste à participação nos atos do 7 de setembro de 2021, o Presidente não adotou tom tão crítico ao Judiciário e às instituições. Havia a expectativa de que ele teceria novas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que a relação com a Corte tem piorado nas últimas semanas.

A contenção de críticas pode ser vista como um sinal de melhora pontual e um esforço costurado pela ala política do governo, mas Bolsonaro não deve manter o tom moderado no médio-prazo, considerando que criticar o Judiciário deve continuar a ser uma das ferramentas para mobilizar sua base eleitoral mais ideológica durante a campanha.

O ato do ex-presidente Lula contou com participação mais significativa do político, que discursou para os apoiadores no ato em São Paulo. O petista reforçou que o início da sua pré-campanha será na próxima semana, a partir do dia 7, e abordou majoritariamente temas de natureza econômica, sinalizando que a matéria deve se manter como um dos principais contrapontos à gestão de Bolsonaro. Outro destaque foi o pedido de desculpas a forças de segurança após realizar fala crítica direcionada a policiais no dia anterior (30).

O discurso tocou de modo indireto no tema da campanha presidencial, com críticas ao governo atual e referências indiretas à candidatura de Lula ao Palácio do Planalto. As manifestações indicam que a campanha do ex-presidente deve seguir abordando temas de natureza consensual entre sua base ao mesmo tempo que realiza acenos ao eleitor moderado, sem abordar pautas muito polêmicas.

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