PT avança em negociações para Eleições de 2022

Lula João Campos Paulo Câmara  PSB PT Foto Heudes Regis/SEIO Partido dos Trabalhadores (PT) continua se movimentando para firmar alianças para as eleições de 2022. Atualmente, conversas com o PSB e com o PSD têm movimentado o partido. Um acordo com o PSB, que já estaria em fase mais avançada de negociação, encontra alguns entraves na formação de palanques em alguns estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O PT teria renunciado às candidaturas próprias no ES, PE e RJ, onde o PSB teria candidatos mais consolidados: o atual governador Renato Casagrande no ES, o deputado Marcelo Freixo no RJ e o ex-prefeito de Recife Geraldo Julio em PE.

O PT ainda estuda abrir mão da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de SP e do deputado estadual Edegar Pretto para o Rio Grande do Sul. Com isso, cresce a possibilidade de que o partido não lance seus próprios candidatos nesses estados, o que traz um novo rumo para a estratégia do partido a nível regional. Em comparação, o PT lançou 16 candidatos aos governos estaduais em 2018.

A nível nacional, as negociações com o PSB transcorrem ao redor de dois aspectos: uma possível federação com o PT e o destino do ex-governador de SP, Geraldo Alckmin. Na última semana, 24 dos 30 deputados federais do PSB se manifestaram favoravelmente à uma federação com o PT e outros partidos da centro-esquerda. Uma federação concretizaria a aliança entre os ingressantes por pelo menos quatro anos e implicaria em uma alta proximidade a nível federal.

A movimentação também poderia trazer resultados concretos a nível estadual, onde os partidos teriam de atuar conjuntamente. Apesar da sinalização favorável, a decisão ainda levaria mais tempo para passar pela liderança do partido e pode encontrar outros entraves. Independentemente do resultado da federação, o apoio do PSB à candidatura de Lula já no primeiro turno é praticamente certo.

Sobre o ingresso de Alckmin no PSB, a discussão envolve também uma possível aliança com o PSD de Gilberto Kassab. Lula tem conversado com lideranças do partido sobre um apoio já no primeiro turno das eleições de 2022, mas a decisão de Alckmin de ingressar no PSD ou no PSB deve ser determinante para os próximos passos nas negociações. O ex-governador é cotado para disputar o governo de SP pelo PSD ou ingressar no PSB para concorrer como vice de Lula à presidência.

Caso o tucano opte por concorrer ao Governo de SP, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), é visto como alternativa para vice na chapa de Lula, o que sinalizara moderação e um aceno do PT ao centro, de modo similar à Alckmin. Vale destacar que Pacheco é um dos nomes da terceira via com desempenho mais tímido nas pesquisas até o momento, o que pode catalisar negociações para ingressar como vice de outra chapa mais competitiva.

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