Arthur Lira sobe o tom com Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), subiu o tom contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta quarta-feira (24) com relação ao combate à pandemia. Lira comentou sobre o risco de  uma “espiral de erros de avaliação.” Lira não citou diretamente impeachment ou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Apesar disso, o parlamentar se referiu aos “remédios políticos no Parlamento” como “amargos” e “alguns, fatais”. Além disso, o presidente estendeu as críticas aos Executivos estaduais e municipais, e ressaltou a necessidade de priorizar os temas relacionados à COVID dentro do parlamento, em comparação a reformas ou privatizações.

As insinuações de Lira marcam um dos primeiros momentos de crítica frontal do presidente da Câmara à gestão do governo federal. Com o aumento no número de casos e com a morte do senador Major Olímpio na última semana, o Congresso tem sido mais enérgico nas críticas à gestão da pandemia do governo federal. A nomeação de Marcelo Queiroga para o comando do Ministério da Saúde também contribuiu para a insatisfação de Lira, uma vez que o governo não acatou a indicação da cardiologista ​Ludhmila Hajjar.

O centrão, por sua vez, defendia o nome do deputado Dr. Luizinho (PP/RJ), mas o Palácio do Planalto preferiu um nome mais técnico do que político para o comando do Ministério da Saúde. Nesse sentido, a nova gestão de Queiroga deve ser definitiva para os próximos passos da relação do Planalto com o centrão. Além disso, vale monitorar como o comitê de coordenação de ações contra a COVID-19 criado pelo Planalto será capaz de amenizar os desgastes entre o governo federal e o legislativo.

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