Bolsonaro e a polêmica do leite condensado

O Governo Federal foi alvo de mais uma crise nos últimos dias. Alguns veículos de mídia têm explorado a publicação dos gastos do Poder Executivo realizados no ano passado. As críticas iniciaram após o jornal Metrópoles noticiar que o governo teria gastado uma quantia exacerbada para a aquisição de produtos alimentícios.

No entanto, de acordo com as informações proporcionadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), os valores dizem respeito às compras totais da administração pública, que podem incluir a adoção ou o fornecimento de alimentação para empresas ou organismos multilaterais, por exemplo.

Ainda, de acordo com os dados, o Governo Federal reduziu os gastos com alimentação no ano de 2020, quando comparado ao primeiro ano de mandato do presidente Bolsonaro. Em 2019, o total utilizado do orçamento foi de R$ 1,2 bilhão, enquanto em 2020 foram gastos R$ 602 milhões, o que representa queda de quase 55%.

A queda no valor despendido com alimentação já era esperada uma vez que grande parte das instituições federais de ensino ficaram fechadas por um longo período no ano passado. Apesar de ser amplamente explorada pela mídia e pela oposição, os gastos corporativos não devem ser um fator preponderante para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou em um possível processo de impeachment, se reservando apenas ao campo discursivo.

Por outro lado, a falha de apuração da mídia pode levar Bolsonaro a mobilizar ainda mais seu eleitorado e reforçar o discurso de que é perseguido pela imprensa e pela oposição.

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