Não há consenso na avaliação de Bolsonaro

Segundo pesquisa realizada pelo PoderData entre os dias 18 e 20 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro manteve as taxas de aprovação e desaprovação de 45% e 48%, respectivamente. Bolsonaro havia fechado 2020 com uma taxa de aprovação de 47% e inicia 2021 com a mesma taxa, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Por outro lado, a pesquisa Exame/IDEIA registrou uma ampla queda na popularidade do Presidente. O índice dos que apoiam Bolsonaro caiu de 37% para 26, ficando no mesmo nível de junho de 2020, um dos momentos mais críticos da pandemia. O índice dos que desaprovam chega a 45%.

A diferença nos resultados dos institutos de pesquisa não é algo incomum, já que as pesquisas são feitas com metodologias e em datas diferentes. Esse cenário deixa o governo apreensivo para a divulgação de pesquisas de institutos mais conhecidos como o Datafolha, Ibope e Ipespe.

Com a crise de Manaus, e um possível desabastecimento de vacinas nos próximos dias, e a consequente paralisação da campanha nacional de imunização, as pressões contra Bolsonaro devem aumentar. A tentativa de parlamentares de retomar as atividades legislativas antes do fim do recesso é um dos elementos que demonstra o interesse de outros atores políticos em preencher alguns vácuos deixados pelo Governo Federal.

O Palácio do Planalto inclusive começa a trabalhar com a hipótese de abertura de um processo de impeachment. Para evitar que esse cenário ocorra, o Presidente já revisou seu discurso sobre a recomendação de tratamento precoce com o uso de cloroquina e deve diminuir a quantidade de declarações polêmicas sobre a necessidade da vacinação.

Quando considerado apenas os resultados do PoderData, Bolsonaro mantém seu núcleo sólido de apoiadores e, por meio da estratificação, se nota que aqueles que aprovam o governo também permanecem os mesmos das últimas pesquisas, dentre eles pessoas sem renda fixa (que figuram entre os mais beneficiados pelo auxílio emergencial).

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