A saga das eleições para as presidências das Casas continua

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), defende que a eleição para a presidência da Casa ocorra de forma presencial, admitindo um sistema híbrido para atender os parlamentares que se encontram no grupo de risco. Ainda, Maia propõe que a votação seja designada para o dia 2 de fevereiro – dia seguinte à formação dos blocos parlamentares.

O grupo liderado pelo deputado Arthur Lira é o responsável pela decisão de Maia em reunir os demais parlamentares em busca de uma decisão oficial sobre o tema. A reunião da Mesa Diretora será no dia 18 de janeiro para decidir as regras eleitorais, ocasião em que o relator, deputado Mário Heringer (PDT/MG), apresentará o parecer acerca da possibilidade de eleições presenciais, bem como sobre a data da votação para a presidência.

Vale lembrar que o sistema híbrido de votação foi utilizado pela Câmara em 2020 ao deliberar sobre a indicação de autoridades, como embaixadores e membros do Judiciário. Maia se posicionou de acordo com o regimento interno, que prevê o voto secreto para as eleições, apesar de não ter apresentado óbices quanto à adoção do voto aberto, desde que haja consenso entre os parlamentares, visando garantir transparência.

Ainda, o MDB decidiu, por unanimidade, escolher a senadora Simone Tebet (MS) como candidata do partido à disputa pela presidência do Senado Federal. Simone é a atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi líder do MDB na Casa em 2018.

Enquanto isso, o principal concorrente da parlamentar, senador Rodrigo Pacheco (DEM/MG), nome defendido pelo atual presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM/AP), recebeu o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) nesta semana.

O Podemos, terceira maior legenda da Casa, anunciou apoio à senadora do MDB e, juntamente das demais siglas que apoiam a candidata, somam 24 possíveis votos. Porém, Rodrigo Pacheco já possui apoio do DEM, PSD, PP, PROS, PL, Republicanos, PSC e agora do PT, totalizando 38 representantes.

É importante destacar que mesmo com as declarações de apoio à determinada candidatura, a votação para Presidência do Senado é secreta, o que possibilita que os parlamentares votem independentemente da orientação dada pelo seu partido. Assim, as articulações devem ocorrer a todo vapor nas próximas semanas, visando a obtenção da maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 senadores.

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