O futuro da Presidência da Câmara

A pouco menos de um mês para as eleições da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, os candidatos iniciaram oficialmente suas campanhas por apoio. Até o momento, a disputa opõe dois grandes grupos da Casa: de um lado, Arthur Lira (PP/AL) e do outro, Baleia Rossi (MDB/SP). Contudo, outros nomes também disputam o pleito de forma independente, como é o caso dos deputados Fábio Ramalho (MDB/MG), Capitão Augusto (PL/SP) e André Janones (AVANTE/MG).

Arthur Lira, atual líder do PP e do chamado “Centrão”, tem sua candidatura endossada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas informou à imprensa que, se eleito, atuará de forma independente do Planalto, com foco na cooperação entre os partidos. Baleia Rossi, representante do bloco do atual presidente Rodrigo Maia (DEM/RJ), também declarou que, se eleito, pretende atuar com independência, seguindo a agenda econômica liberal, a favor das Reformas – principalmente Tributária e Administrativa.

Em face do caráter secreto da votação, não é possível garantir que todos os deputados sigam as orientações do partido ao qual pertencem. Por essa razão, os candidatos têm focado em articular com todos os colegas do Parlamento a fim de buscar possíveis “detratores” dentro dos partidos.

Nesse jogo, a proximidade de Lira com o governo federal vem sendo explorada em promessas acerca da priorização no plano de vacinação do governo federal. Do lado de Baleia Rossi, parlamentares ameaçam a convocação de uma sessão extraordinária para tratar do assunto em Plenário.

Ademais, todos os candidatos procuram diálogo com a esquerda, com a promessa de garantir espaço para atuação da oposição. Com isso, nesta semana, o Partido dos Trabalhadores (PT) – que possui a maior bancada da Casa – anunciou apoio a Baleia Rossi, em retaliação ao candidato do Planalto, ainda que muitos integrantes da sigla preferissem o lançamento de uma candidatura própria. Já o PSL decidiu oficializar o apoio ao candidato do governo federal de última hora após decisão de 32 dos seus 52 parlamentares de não se juntarem ao bloco apoiado pela esquerda.

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