Com exceção do Amapá, Brasil decide as eleições municipais

Neste domingo (29), mais de 50 municípios decidiram a nova configuração da política local no segundo turno das Eleições Municipais. Enquanto o DEM foi o grande vencedor nas capitais que definiram seus prefeitos no primeiro turno, o MDB se destacou no segundo turno e conseguiu comandar cinco capitais, liderando o ranking dos partidos. O PSDB também conseguiu conquistar mais duas capitais, incluindo a cidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Apesar dos resultados positivos, MDB e PSDB perderam certa hegemonia entre os partidos de centro, reduzindo substancialmente o número de cidades controladas. Por mais que o foco das eleições tenha sido o fortalecimento da política tradicional, os partidos de esquerda não se recuperaram e tiveram desempenho ainda menor do que nas eleições anteriores. O PT continua com a hegemonia da esquerda ameaçada, principalmente porque não conseguiu eleger nenhum prefeito em capital pela primeira vez desde a redemocratização.

O resultado das eleições confirmou a tendência observada no primeiro turno e fortaleceu partidos de centro e políticos tradicionais. Candidatos que tinham controle da máquina pública e apoio explícito de chefes regionais proeminentes levaram vantagem na maioria das cidades, indicando que o eleitor preferiu apostar em figuras mais experientes.

O PP e o PSD consolidam-se como duas forças expressivas na política e reforçam ainda mais o protagonismo já exercido no Congresso Nacional. Apesar do desempenho favorável do Republicanos no cálculo geral, o partido teve uma derrota significativa no Rio de Janeiro e enfrentou candidatos do Centrão em diversas disputas municipais, o que poderia distanciar o partido de outros segmentos de centro-direita.

Mesmo no contexto de enfraquecimento da esquerda e continuidade do movimento conservador, Bolsonaro não aproveitou e colecionou derrotas na disputa. Apesar disso, o Presidente não apresentou envolvimento consistente e bem coordenado, o que dificultou sua atuação mesmo em cidades onde havia possibilidade de vitória.

A pesquisa também mostrou que ainda há dificuldades para unificar a esquerda. Enquanto PDT e PSB podem se aproximar, PCdoB e PSOL mostraram maior afinidade com o PT, principalmente no segundo turno. Mesmo assim, esses partidos saem com nomes fortalecidos e excelente projeção nacional, tornando seu apoio mais “caro”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *