O que as pesquisas mostram para o 2° turno

O Ibope divulgou uma série de pesquisas apontando possíveis cenários para o segundo turno nas principais capitais brasileiras. Em São Paulo, Bruno Covas (PSDB) lidera a disputa com 47% das intenções, contra 35% de Guilherme Boulos (PSOL). No Rio de Janeiro, o Instituto indica Eduardo Paes (DEM) com 53% das intenções. Marcelo Crivella (Republicanos) tem 23%. Em Recife, onde a disputa será entre família, Marília Arraes (PT), vice-campeã no primeiro turno, lidera a disputa eleitoral no segundo turno com 45% das intenções de voto. João Campos (PSB) aparece com 39%. Eles estão tecnicamente empatados na margem de erro.

A tendência histórica no Brasil é que os resultados do segundo turno não sofram mudanças substanciais, mas isso resulta em diversos fatores. No Rio de Janeiro, a forte rejeição de Marcelo Crivella, principalmente comparando sua candidatura com a de Eduardo Paes, faz com que o atual prefeito tenha poucas chances de ser reeleito.

Em Recife, o cenário ainda é incerto e deve repetir a façanha do primeiro turno, em que João Campos e Marília Arraes alternaram regularmente a primeira colocação. Ambos são herdeiros dos votos de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, mas a vitória vai depender de como os candidatos vão estruturar seu eleitorado. Campos tem mais chance de atrair eleitores da direita, mas seus índices de rejeição são maiores do que os de Marília Arraes, que deve focar na militância progressista.

Em São Paulo e Rio de Janeiro, as duas maiores capitais brasileiras, Covas e Paes terminaram o primeiro turno com uma diferença superior a dez pontos percentuais. Não é impossível que Boulos e Crivella, de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente, alterem o placar final do jogo, mas a política mostra que as chances são baixas.

A esquerda brasileira ainda tenta reverter a onda da direita que varreu as eleições de 2018. As principais apostas continuam a ser Boulos, Arraes e Manuela D’ávila (PCdoB) em Porto Alegre. Todos os nomes são figuras tradicionais dentro de seus partidos e no campo progressista. Além da vitória nas capitais, o grande desafio será reconstruir a aliança dentro de uma esquerda nacional totalmente fragmentada.

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