A matemática do menos dois e mais um da semana

Os secretários especiais de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, anunciaram que pedirão demissão de seus cargos nesta semana.

Os secretários alegam que a decisão foi tomada devido ao descontentamento com a lentidão das agendas econômicas. Posteriormente, o ministro Paulo Guedes anunciou que o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, Diogo Mac Cord, substituirá Mattar e o presidente do Serpro substituirá Uebel.

Além disso, o presidente Bolsonaro escolheu o deputado Ricardo Barros (PP/PR) como novo líder do governo na Câmara dos Deputados, com a saída do ex-líder Vitor Hugo (PSL/GO) do cargo.

A saída de dois secretários do Ministério da Economia ligadas ao mercado financeiro mostra insatisfação com a resistência da classe política a alguns itens da agenda liberal, como a Reforma Administrativa e a privatização de empresas estatais, além de um possível abandono da agenda de austeridade fiscal, devido ao novo perfil do eleitorado do presidente.

A nomeação de Barros, ex-Ministro da Saúde, como novo líder do governo solidifica a aliança do Palácio do Planalto com os partidos do centrão. O movimento sinaliza que o governo está avançando na mudança de seus partidários mais ideológicos para formar uma base aliada no Congresso, o que é positivo para as articulações no Congresso.

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