A aproximação de Guedes do Centrão e sua defesa à Agenda de Reformas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, concedeu uma entrevista à CNN neste domingo (5), em que afirmou que a proposta de Reforma Tributária do governo tem como objetivo diminuir impostos sobre empresas e aumentar sobre dividendos, além de defender a criação de um imposto que incidiria sobre transações digitais (que tem sido chamado de CPMF digital).

Guedes teceu elogios ao Congresso, que caracterizou como “reformista” e que “tem auxiliado muito” nas pautas econômicas. Além disso, avaliou que a Reforma Tributária tem condições de ser aprovada até o final do ano. O ministro ainda disse que pretende fazer quatro grandes privatizações nos próximos 90 dias.

A agenda de Guedes é ambiciosa e deve encontrar dificuldades para ser concretizada dentro do cronograma proposto. As discussões sobre a Reforma Tributária estão na etapa inicial e o governo não chegou a apresentar sua versão. Ainda, alguns pontos devem gerar resistência da população e de setores produtivos, como o de serviços. Elementos que podem prejudicar o ritmo das discussões, sobretudo em um ano eleitoral.

Para superar isso, o governo deve focar na narrativa de que a Reforma vai fomentar novos empregos (principalmente pela via da desoneração da folha de pagamento) e aumentar a tributação sobre os mais ricos. Em outra frente, o governo deve aumentar os programas de assistência social, abarcando até 8 milhões de pessoas que não eram beneficiárias antes da crise do coronavírus.

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