O isolamento (e a expansão) social nos estados

O governo de São Paulo anunciou a transição da capital para a fase 3 (amarela) do Plano São Paulo. Com a nova classificação, a cidade de São Paulo pode flexibilizar novas atividades – salões de beleza, bares e restaurantes. O Governo do Distrito Federal publicou hoje o Decreto nº 40.939/2020, em que apresenta o cronograma de reabertura de atividades na capital em um prazo que se inicia no dia 7 de julho, com a reabertura de academias e salões, seguido pela abertura das portas de bares e restaurantes no dia 15 de julho; e o retorno às aulas seria no dia 27 de julho para escolas particulares e no dia 3 de agosto para escolas públicas.

Em paralelo, diversas cidades do interior retrocederam para a fase vermelha, sendo obrigadas a aplicar medidas mais rígidas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo estadual e a prefeitura do Rio de Janeiro suspenda a flexibilização do isolamento social no estado e na capital. Em Belo Horizonte, a partir desta segunda (29), apenas serviços essenciais poderão funcionar, após a capital mineira bater recorde de mortes e um aumento nas taxas de ocupação dos leitos de UTI para coronavírus. Novas restrições também serão aplicadas em municípios do interior de Pernambuco e Ceará.

Esse cenário reforça a tendência de que a flexibilização do isolamento social foi aplicada antes do momento ideal em diversas regiões do país. Com isso é esperado que outras regiões recuem nas medidas de reabertura da economia na medida em que as taxas de ocupação nos leitos hospitalares aumentem. Um exemplo curioso é o Distrito Federal, onde a rede pública tem 60% de ocupação enquanto a rede privada opera com mais de 90% da capacidade ocupada. A flexibilização deve continuar a ser alvo de ações do Poder Judiciário e fonte de disputas no campo político.

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